A grande velha novidade da Amy Winehouse é a sonoridade falso-sixties em pleno 2007/08. Bom, os responsáveis por isso são os The Dap-Kings, banda que aconpanha a americana de 51 anos Sharon Jones.
Só conheço o 100 Days, 100 Nights, álbum mais recente dessa cantora com uma voz fudida. Bem sixties mesmo. Vale muito ouvir.
Abaixo, selecionei a fantástica faixa-título já visualizada quase 900 mil vezes no youtubiu e que parece um clipe feito em 58, a poderosa e profunda Let Them Knock ao vivo e, por fim, a minha preferida Tell Me.
India Arie é minha preferida soul woman. Mais madura com seus 32 anos, toca, escreve e compõe como ninguém. Fala de suas angústias e não raramente as letras são em primeira pessoa. Fala que não é a garota padrão do vídeo, que prefere seus peitos naturais, que se lha no espelho na beira dos 30 e gosta do que vê... Enfim, fala sobre si, sobre ser negra e ser uma cantora de soul.
Separei 4 coisas legais dela: a auto-referente Video, uma versão diferente do álbum para Brown Skin, a deliciosa Can I Walk With You (que está sem link para incorporação) e um escorregada mais pop com o onipresente Akon em I am Not My Hair.
Na minha opinião, é uma lenda, um monstro, um das maiores vozes da música negra.
E acredite, isso é pouco, muito pouco para tentar explicar o que é o "pastor" da soul music.
Al Green nasceu em 1946, começou a cantar profissionalmente muito cedo e cravou grandes canções que se tornaram pedras filosofais da música negra americana.
Virou, de verdade, pastor após tragédia pessoal em 1975. Mas deixa isso de lado.
É mais importante dizer e se impressionar com a forma que ele canta: fácil, dançando, pulando, enfim, fanfarroneando.
Separei 3 momentos magistrais. Primeiro, Take me to the River que você deve conhecer na versão dos Talking Heads. Na sequência, uma das mais absurdas interpretações de Let's Stay Together ao vivo em 1978. Para fechar, uma sessão em estúdio com a banda Chicago* em que ele abusa da arte de cantar fácil em Tired of Being Alone. De chorar...
*Nunca devemos esquecer que, apesar das músicas farofa, os músicos do Chigaco são top de linha. Além disso, a banda trouxe ao mundo o mestre Peter Cetera, que compôs uma das maiores músicas dos anos 80, Glory of Love, tema de Karate Kid, com o saudoso Daniel Larusso...
Na minha opinião, essa é a maior música de r&b/funk/soul de todos os tempos.
Nascido Steveland Judkins Hardaway em 13 de Maio de 1950, Stevie Wonder é um semi-Deus e criou, principalmente nos nos 70 e 80, grandes pérolas da música negra americana.
É fantástica! Metais onipresentes, linha de baixo absurda e uma pegada impressionante.
Apesar dos seus 10'30" não cansa em nenhum momento. Aliás, Stevie Wonder ainda faz um rapzinho no final e dá uma zoada dizendo: "I know the record is about to end/ But we're just going to play and play until it goes away/ So if you don’t like the groove you can turn the record off".
Destaque também para a reverenciada participação do gigantesco Dizzy Gillespie, aquele trumpetista bochechudo para os não-iniciados.
Abaixo vão alguns vídeos. Primeiro o clipe original (um tanto bizarro, é verdade), uma apresentação em Detroit em 1984 e a música quase na íntegra.
Sugiro ouvir com muita atenção o tanto que canta Stevie Wonder. Assim, fica fácil entender porque o Jay Kay do Jamiroquai fica toda irritadina quando questionado sobre semelhança no timbre das vozes.
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