ENTREVISTAS

23-07-2008

Entrevista para NewTV no iG

Bati um papo sobre o mercado com Marcelo Godoy da NewTV/MobileFest no iG. Vale a pena conferir:

29-06-2008

ENTREVISTA: Alon Sochaczewski

Alon
A entrevista com Alon Sochaczewski, sócio e Diretor de Criação (e de Mídia agora também!) da Sinc, é das mais críticas que já fiz aqui no mobilizado. Vale a leitura:

Por que mobile marketing?
Se um marciano caísse na Terra, ele notaria duas coisas: os homens são escravos dos cachorros e que o celular é um orgão destacável do homem. "Para cada ID há pelo menos um IP"

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
Maturidade. Medo. e uma boa desculpa, por fim (que é um pouco verdade) que ainda é caro.

Como esta o nível de entendimento e interesse dos clientes?
Se você não cutucar ninguem fala, ninguem pede e nem comenta. Tirando gente de Telecom, são raros os clientes que tocam no assunto. E quando tocam, tratam com curiosidade ou como iniciativa de "Inovação".

Aponte um case nacional e um internacional
Leo, está tão nichado o Mobile MKT no Brasil que a quantidade de cases que sou impactado é pequeno. O que eu vi foi o Fiat Punto e de um shopping center que acho que é seu cliente/case. Lá fora tem uma série de ações como o DodgeBall que sou fã e de resto o Mobile está integrado na ação como uma ferramenta de alerta ou transação de comunicação.

Uma tendência
Convergência. Não vejo mais sentido o SMS - o e-mail vai canibalizar. Sites em PC e Mobile uma coisa só.
Espero que as plataformas sejam mais abertas como a Apple esta fazendo pro Iphone. Gostaria de poder criar aplicativos como criamos hot-sites . O video que explodiu na web via PC vai chegar tambem no Mobile rápido com o 3 e 4G.

Leia mais:
Case Fiat Punto.
Shopping Center Norte.

27-06-2008

Entrevista: Bartira Pontes, BorghiErhLowe

Bartira_pontesApós algum tempo, retomamos as entrevistas com figuras importantes do mercado para saber suas impressões sobre o mercado de mobile marketing.

Nessa retomada, a convidada é Bartira Pontes, que comanda a área digital da BorghiErhLoew.

Abaixo o bate-bola rápido e rasteiro:

Por que mobile marketing?
Para exercitar a comunicação em um novo ponto de contato, entendendo o que é relevante para o consumidor.

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
Legislação e Operadoras.

Como esta o nível de entendimento e interesse dos clientes?
Aprendendo tanto quanto às agências. A maior parte deles está aberta a experimentar, às vezes até mais do na própria internet.

Aponte um case nacional
Votação da Musa Dark Temptation - AXE. (NR: Saiba mais detalhes aqui)

E um internacional
AXE.

Uma tendência
Serviço e entretenimento.

Outra iniciativa de Axe em mobile aqui.

25-03-2008

Entrevista: João Victor, Claro

Obviamente, as operadoras são players fundamentais do mercado de m-mkt. Pensando nisso, fiz uma entrevista com João Victor, Gerente de VAS e Mobile Advertising da Claro. Imperdível entender o que passa por uma das cabeças que movimentam o mercado mobile no país.

Por que mobile marketing?
São muitos os motivos que nos leva a crer que o uso do Mobile Marketing é um grande diferencial. O celular é o meio mais direto de contato com o consumidor final (B2C e B2B), tem baixíssima dispersão, permite seleção do público-alvo e rápida mensuração dos resultados. Vale reforçar que já são mais de 120 milhões de celulares em todo o Brasil, o que garante comunicação com praticamente todas as classes sociais. Todos estes aspectos justificam o potencial deste canal, e nós já temos alguns cases que comprovam que os resultados são realmente bons.

O que falta para o mobile advertising começar a ser percebido como uma opção de investimento publicitário?
O Mobile Marketing já é uma opção considerada pelos anunciantes mas ainda existe um problema estrutural, que inibe uma maior compreensão da mídia. Hoje percebo o momento do mercado brasileiro como algo muito parecido com o que víamos no início da internet. A ausência de padrões e da correta definição da cadeia, dificulta o entendimento e a escolha do Mídia de qualquer agência. A internet só começou a funcionar como mídia quando se estabeleceu um padrão no mercado, e é neste caminho que devemos seguir. Outro agravante é a percepção errônea de muitos profissionais ao pensar que o Mobile Marketing se resume ao envio de mensagens SMS para os clientes. O Mobile Marketing não é SPAM via SMS!

Operadoras, integradores, agencias mobile e agencias tradicionais. Há espaço e, principalmente, dinheiro para todos?
Num mercado onde se espera um faturamento acima de U$10 bilhões para 2011, não tenho dúvida que haverá espaço para muita gente. Não acredito no modelo de exclusividade entre operadora e integrador/distribuidor da mídia, a mim agrada um modelo com um volume limitado de distribuidores da mídia. Com corretas regras, o modelo não exclusivo garante maior cobertura do mercado, maior transparência para o anunciante, a sustentação do canal e espaço para aqueles que realmente tratam esta mídia com seriedade.

Cite um case nacional que te agrada.
Gosto muito dos cases da Fiat e também das mecânicas que permitem interação do consumidor com a marca do anunciante, caso de conteúdos patrocinados como jogos, músicas e vídeos. Existem novas campanhas que vão virar cases, a Unilever, por exemplo, está com uma campanha para o produto Seda que está muito bem estruturada e a mídia mobile faz parte da comunicação.

E um internacional.
Existem inúmeros cases que mostram a flexibilidade do ambiente móvel. Lembro-me de uma ação interessante feita nos Estados Unidos para o lançamento do automóvel Pontiac G6, onde os usuários eram estimulados a enviar fotos por MMS dos poucos carros que circulavam nas ruas. Também gosto muito dos cases de hotsites WAP especiais que passam informações relevantes para o público-alvo, lembro-me de Smirnoff (UK) e Knorr (Polônia).

Aponte uma tendência para o mercado.
Ainda vejo oportunidade para usar o conteúdo gerado pelo próprio usuário como base para muitas ações de mobile marketing. Não estou falando destas ações promocionais do tipo “envie seu vídeo e concorra”, refiro-me a ferramentas que permitam ao usuário obter algum benefício em troca da divulgação de um produto ou marca através do seu próprio ambiente móvel. Mais do que informação relevante, o mobile marketing tem que promover interação. Outras tendências (na verdade, já são “fatos consumados” no mercado internacional) que possuem potencial para o mercado nacional são: mobile search e distribuição de cupons mobile.

05-03-2008

Entrevista: Michel Lent, 10´Minutos

Michel_lent Retomando as entrevistas com cabeças do mercado digital, chegou a vez do Michel.

Sem rasgar muita seda, admiro muito o cara. Não só pelo brilhantismo, mas também por aquilo que ele representa para o mercado digital interativo brasileiro. Abaixo, o bate-papo:

Por que e prá quê mobile marketing?
No mínimo, por uma questão estatística. É a telinha que está na mão de mais pessoas no Brasil e no mundo. Mas essencialmente por que é o principal aparelho eletrônico que carregamos conosco, do qual usamos ainda muito pouco.

Como esta o nível de entendimento e interesse dos clientes?
Interesse muito alto e entendimento baixo, no geral. Muitos clientes começam a se aventurar somente agora no que diz respeito a comunicação interativa e eles têm um 'dever de casa' a cumprir que é resolver a questão da Web. Então, temos visto bastante foco nisso. Mas nada vai pra rua sem um pé no mobile cuja importância é consenso geral.

Aponte um case nacional
Como não falar do Fiat Cinema Interativo? É o grande case na minha opinião. Mas adoro os hotspots de bluetooth espalhados pela cidade.

E um internacional
Posso falar de Twitter? Não é exatamente marketing, mas é um dos usos de mobile mais interessante dos últimos anos.

Uma tendência
Olharmos cada vez menos para 'celular' e cada vez mais para 'mobilidade'. Aqui no Brasil chamamos estes aparelhos de 'telefone celular', mas na verdade, eles já são infinitamente mais do que isso. O termo 'mobile', usado pelos gringos, é o mais apropriado.

06-11-2007

Entrevista: Eduardo Souza, Kwead

Logo_geral Dando prosseguimento à série de entrevistas, conversei com Eduardo Souza da Kwead, batalhador do merado digital e com boas iniciativas em mobile.

A entrevista foi bem rica e com uma certa dose de polêmica. Vale conferir:

Por que mobile marketing?
Porque o ser humano, é por natureza móvel, e cada vez mais as pessoas "precisarão" usar seus telefones de formas diversas e isso já acontece hoje.
Veja a febre dos mp3 e câmeras digitais. Porque carregar 3 devices se posso carregar apenas um? ... a partir desse rápido raciocínio dá para imaginar que, se você quer falar com essas pessoas, a maneira mais fácil será o celular.
... mas quem são essas pessoas?
A grande massa da população brasileira, que não pode ter o luxo de ter 3 aparelhos diferente ao invés do 3 em 1 que virou o celular.

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
Ousadia, visão e vontade. Fazer uma campanha de MM é difícil e trabalhosa, precisa alinhar outra iniciativas (mídia impressa, on-line ou indoor) e empresas (agência, integrador e operadora) e depois você terá que analisar os dados e auferir resultados. Para uma agência tradicional, o volume em bonificação por essa ação é infinitamente menor que qualquer página de revista, apesar de na maioria dos casos ser muito mais efetiva.

 Como esta o nivel de entendimendo das agencias tradicionais?
As grandes agências estão bem sintonizadas, mesmo porque a realidade fora do Brasil já está muito diferente, é muito mais claro que os hábitos de consumo de mídia mudaram. Aqui, ainda temos um grande veículo, muito forte, mas aos poucos, mesmo os jovem C, D e E já estão mais conectado à Internet e também aos celulares. Quem usa transporte público vê isso muito claramente, jovens C, D e E com aparelhos muito sofisticados ... e até a razão disso é obvia, é muito mais barato eu comprar um aparelho 3 em 1 (mp3 + câmera + celular). E isso as agências não viram ainda, aliás, quantas agências existem especializadas em C, D e E? "Publicitário" que fazer filmes gradiosos, glamurosos, ninguém quer fazer varejão.

 Aponte um case nacional:
AgênciaClick + TellVox, feito por você, uma ação nos cinemas, onde as pessoas, realtime escolhiam o fina de um filme da Fiat; Nosso case da kwead, do PowerBar Training, um mês depois a Apple + Nike lançaram o Nike Plus, algo bem similar, a diferença é que nós usamos um celular e eles usaram um IPod.

 E um internacional:
Tem dois cases que gosto de citar, por que eles são bem diferentes um do outro:
A Toyota patrocinou o conteúdo da série Prision Break tanto na web como no celular, já que os celulares estão cada vez mais robusto e as pessoas passam cada vez mais tem po no trânsito, por que não criar filmes patrocinados. Leia a respeito aqui.
Starbucks Summer, foi quase um tutorial de como se fazer uma ação de MM: Você se cadastra (opt-in) e responde perguntas. Você vai respondendo, ganhando pontos, ganhando bebidas e descontos ...
- peça autorização para falar com seus clientes (opt-in)
- envolva seus clientes (perguntas e respostas é uma boa receita)
- reconhecimento, prêmios mesmo que você não acerte a questão, para manter o envolvimento (um cupom de desconto ou um drink grátis)
- prêmio final

 Uma tendência:
- Bluetooth marketing, já uma realidade e vai se expandir mais ainda;
- Filmes para celular, como o Pirelli Films que só acontece na web, poderia acontecer no celular também;
- GeoMarketing, Nokia N95, BlackBerry 8800, HP iPAQ hw6945 são 3 exemplos de aparelhos com gps, ou seja podermos servir uma campanha para uma pessoa de acordo com sua localização;
- Games patrocinados, o portal GameJump oferece um enorme catálogo de games gratuitos, você baixa para seu celular, joga mas antes da brincadeira você recebe um splash screen de um patrocinador.


02-10-2007

Entrevista: Marcelo Andrade, Tribal

Mandrade_3 Marcelo Andrade é Mídia na Tribal e grande entusiasta do mobile marketing. Já realizamos uma ação para Mercedes, nos meus tempos de Tellvox.

Abaixo, a riquíssima entrevista:

Por que mobile marketing?

Pela característica única que este meio de comunicação oferece: A portabilidade da mensagem. Após o impacto, se relevante, ela literalmente acompanha o usuário. Isto sem contar no potencial viral que uma campanha pode ter. Há pessoas que podem esquecer a carteira em casa, mas não deixam o celular. Porém, quando falamos em Mobile marketing, não podemos pensar apenas em telefone celular. Temos ainda os Smartphones, MP4/MP3 Player e Notebooks. O celular aparece como o carro-chefe, que torna o Mobile marketing uma forma de comunicação com alcance impressionante, afinal há mais celulares hoje que PCs! Há alguns estudos indicando que no Brasil já ultrapassamos a marca de 100 Milhões de aparelhos ativos. Isto já não é uma questão de entusiasmo, é algo que qualquer profissional de comunicação não pode ficar indiferente.Não é por acaso a movimentação do gigante GOOGLE em relação às aplicações para Mobile.

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?

Além da questão da velocidade de conexão e o valor cobrado pelas operadoras pelo volume de dados trafegados que eu acho elevado, ainda há alguns anunciantes/clientes que vêem o mobile marketing como algo voltado apenas para o público jovem.

Como esta o nível de entendimento e interesse dos clientes?
Vejo que hoje há mais abertura para propostas e interesse por cases e resultados, mesmo que seja de empresas de outros segmentos de atuação.

Aponte um case nacional
A FIAT fez duas ações que gosto muito. A primeira foi aquela no cinema, onde o usuário podia votar e escolher o final do comercial. A segunda é o lançamento do FIAT Punto.

E um internacional
O Lançamento do NIKE AIR FORCE 1.

Uma tendência
A característica multifuncional do aparelho celular, deixando a função ligação/voz como algo cada vez menos importante.Um vendedor poderia um dia dizer: “Senhor, este celular produz vídeos e fotos em alta resolução, tem agenda, TV, rádio, MP3, MP4, jogos, mapa de localização, conexão via wap, bluetooth, wi-fi, além de medir a pressão arterial e a taxa de glicose. Ah, também faz ligações”.

Mais sobre campanha Fiat Punto e Fiat em Cinema.

Mais sobre Nike Air Force I.

 

20-09-2007

Entrevista: Leslie Foresta, DM9DDB

Leslie

Com 10 anos de experiência no mercado publicitário, Leslie já trabalhou na Publicis Salles e WC/Social. Atualmente, é responsável pela Internet na DM9DDB. Esteve na agência também entre 2000 e 2002 como produtora executiva da área digital.

UPDATE: Leslie é uma das indicadas a Profissional de Atendimento do Ano no Prêmio/MMOnine MSN 2007.

Abaixo, nosso bate-papo:

Por que mobile marketing?
(LF) Pq cada vez mais o celular está se transformando num hub de entretenimento, informações e serviços.

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
(LF) Não existe um modelo de negócios claro entre as operadoras e o mercado de comunicação.

Como esta o nível de entendimento e interesse dos clientes?
(LF) Assim como com aconteceu com a internet, o interesse muitas vezes supera o entendimento, o que já é um bom começo. 

Aponte um case nacional.
(LF) Campanha de trotes para o chocolate Twix* com o panico.

E um internacional.
(LF) Gosto bastante de como foi a campanha de lançamento do ipod nano no japão, também gosto da ação criada pelo jornal de Londres City AM que distribuía podcasts de cinco minutos para as pessoas irem ouvindo durante o percurso da viagem.

Uma tendência.
(LF) A tendência é dados ter maior e mais relevância do que voz assim como acontece no mercado asiático.

*Mais sobre o case aqui.

23-08-2007

Entrevista: Marcelo Castelo, FBiz

Castelo_2 Castelo é um dos sócios e lidera a divisão de mobilidade da FBiz. É, portanto, um dos grandes nomes do mobile marketing no Brasil.

Por que mobile marketing?
(MC) É o futuro dos meios digitais. Interatividade, controle... Toda a mídia digital tem como diferencial e sempre vão ter... mais mobilidade só no mobile.

Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
(MC) Este é um meio que estão todos engatinhando - anunciantes, agências, operadoras,..., então todo dia surge uma barreira nova de todos os lados.

Como esta o nível de entendimento das agencias tradicionais?
(MC) Igual ao dos outros players... que é baixo. Ainda não existem formatos consolidados e todo dia surge uma nova proposta de valor, então, é difícil ter um entendimento profundo do mercado.

Aponte um case nacional.
(MC) Bolão Adidas Copa do Mundo. Projeto que integrou a web e o celular, ou seja, o usuário poderia jogar em qualquer um dos meios. O mais interessante é que mesmo sendo pago, tivemos 300 mil pessoas jogando no celular e 50 mil na web (detalhe: na web era gratuito).

E um internacional.
(MC) Procter&Gamble com Ariel. Você assistia o filme do novo sabão em pó Ariel, no pack-shot do filme, ele convidava os usuários a enviarem um SMS com o respectivo endereço para receber a amostra grátis do produto. 15 dias após o recebimento da amostra grátis, eles fizeram uma pesquisa via sms sobre o que as pessoas tinham achado do produto. Pra mim, é um projeto completo - marketing, interatividade, sampling e pesquisa numa ação só.

Uma tendência.
(MC) Mobile advertising - oferecer produtos de conteúdo para os clientes da operadora com patrocínio.

13-08-2007

Entrevista: Rodrigo Matheus, Agência Click

Começa hoje uma nova seção no Mobilizado BLOG. Farei uma série de entrevistas com pessoas ligadas ao mobile marketing no Brasil. Falarei com agências, anunciantes, operadoras, integradores e agências mobile. O objetivo é traçar um panorama do que pensam os principais players do mercado e entender congruências e divergências de suas opiniões.

A primeira entrevista foi feita com Rodrigo Matheus da Agência Click. Rodrigo foi quem mais realizou campanhas mobile comigo para a FIAT.

Rodrigo é atualmente Atendimento de Fiat na AgênciaClick. Ele está no mercado de internet há mais de 7 anos, já teve passagens pela Collectivemind, Grupo Accor e foi Coordenador de Internet e CRM no grupo DaimlerChrysler.

Vamos ao bate-papo:

(MB) Por que mobile marketing?
(RM) Inovação. No Brasil ainda estamos aprendendo como se faz mobile marketing e por isso o fator inovação é o diferencial. Acredito que no médio prazo, os fatores penetração e segmentação serão os grandes alavancadores de ações desse tipo.

(MB) Quais as principais barreiras que vc encontra no dia-a-dia do mercado?
(RM) Ainda temos poucas referências em termos de resultados com ações desse tipo no Brasil. Isso é um fator limitador para determinados clientes, mas acredito muito no potencial desse mercado, pois as iniciativas que participei foram extremamente bem-sucedidas. Aos poucos, os resultados encorajam os clientes.


(MB) Como esta o nivel de entendimendo e interesse dos clientes?
(RM) Minha percepção é que não só nos clientes, mas também nas agências o conhecimento é baixo, mas o interesse está em uma crescente. No último ano acompanhei um crescimento de aproximadamente 200% nos investimentos.

(MB) Aponte um case nacional.
(RM) Sem dúvidas o case do cinema interativo para o Idea Adventure pela integração de ferramentas. Os telespectadores puderam criar em real-time o roteiro de um comercial, através dos seus celulares, dentro da salas de cinema. Ao escolherem um entre 16 possíveis roteiros, eles recebiam mensagens garantindo que o voto havia sido computado e eram convidados à habilitar o bluethooth para receber um trailer do filme. A ação rendeu à Fiat e Agênciaclick o 1º Grand Prix do Media Festival of Venice (CREAM - Creative Media 2007).

(MB) E um internacional.
(MB) Li há pouco tempo sobre o case da Adidas no All Star Week 2007 (Las Vegas) onde os usuários enviavam uma mensagem com a palavra "vegas" para um número e recebiam uma wap-push para o mobile site do evento contendo toda programação. Além disso, podiam receber notícias quando queriam enviando sms com a palavra "originals". Haviam também pontos de bluetooth disparando wallpapers personalizados para aqueles que visitavam as lojas da Adidas em Las Vegas. A ação foi potencializada por massiva divulgação em outdoors, taxis e outros pontos da cidade.

(MB) Uma tendência.
A tendência é a distribuição de conteúdo relevante ao consumidor, pois essa é uma mídia que em geral o público opta em consumir ou não. Ou seja, ser surpreendente naquele momento onde os consumidores escolheram interagir com a sua marca ou do seu cliente pode ser o segredo do sucesso.

*Mais sobre case Idea Adventure
*Fiat na SPFW
*Cartão de Natal mobile FIAT