CONCEITOS

08-08-2008

MOBILE: O HYPERLINK DA MÍDIA OFFLINE

Assim como na internet, tudo se tornou hyperlinkado.

Não dá mais para se ter uma conversa linear. Sempre há divagações, citações e referências. Sempre há hyperlinks.

E a mídia offline, como se vira?
Como se apresenta a esse novo consumidor? Como pode responder à internet?

Afinal, via de regra, a mídia offline é perecível, parada e até silenciosa.
Virou a página, acabou. Após os 30 segundos, morreu. Mudou de estação, esqueceu.

Difícil mesmo é interagir e estabelecer uma conversa em tempo real com o consumidor. Não tem jeito, mídia offline não tem hyperlink e não permite aprofundamento.

Aí entra o onipresente celular. Sempre no bolso, sempre à mão e, acima de tudo, nascido para o cruzamento entre mídias. Logo, faz absoluto sentido combinar mobile e mídia offline.

Para o consumidor é muito simples assistir a um comercial na TV ou ver um anúncio numa revista e, ao mesmo tempo, interagir com o celular. Com isso, mobilizamos a mídia estática e a tornamos, de fato, interativa.

Exemplos desse novo formato não faltam.

Recentemente, a Axe promoveu um concurso para eleger a musa de sua nova fragrância Dark Temptation. Em anúncios na Playboy o leitor era convidado a votar em sua modelo preferida. A maneira mais simples e óbvia era enviar na mesma hora um SMS gratuito com sua escolha. Para dar um tempero adicional à ação, todos que votavam podiam baixar gratuitamente um wallpaper de sua musa e, ao acessar um mobile site da marca, havia a possibilidade de enviar um SMS para um amigo.

Outra iniciativa foi realizada pela marca Halls. Durante o programa “A fila anda” da MTV, a apresentadora e modelo Carol Ribeiro convocou a audiência a enviar um SMS gratuito com a palavra Halls para receber uma surpresa. Ao final do programa, todos que enviaram o SMS, receberam uma ligação da apresentadora contando mais sobre o produto, relacionando-o com o tema do programa.

Nestes dois cases o contato com o consumidor foi estendido e deixou de se limitar à página dupla ou aos 30 segundos de merchandising.
O consumidor que se interessou pela marca, interagiu a partir de um aparelho que lhe é absolutamente familiar e presente no seu dia-a-dia.

É a relação por solicitação, por requisição.
Tão simples como clicar num hyperlink.

22-07-2008

Como ter mais de 10% de CTR (Click-Through-Rate) na internet?

Pode parecer exagerado, fantasioso ou inviável atingir mais de 10% de CTR em uma campanha na internet hoje em dia. Principalmente, se tivermos em mente a internet que vamos chamar nesse artigo de web-parada, aquela acessada em computadores pessoais. Nela, sem dúvida, uma taxa de retorno dessas é cada vez mais inimaginável.

Porém, há outra internet, a web-móvel, acessada por celulares, smartphones e o todo poderoso iPhone, que tem atingido resultados muito consistentes.

Nunca é demais lembrar que já há mais de 12 milhões de pessoas que acessam regularmente a internet (ou WAP) em seus dispositivos com os mais diversos objetivos: baixar um conteúdo, acessar emails, ler notícias, etc.

Essa massa já representa uma audiência considerável, ainda mais porque cerca de 90% dela está concentrada nos portais das 4 grandes operadoras de telefonia celular. Logo, é absolutamente gerenciável uma campanha com cobertura de toda a audiência da web-móvel.

Essa dinâmica tende a se manter pelos próximos anos, quando observaremos uma verdadeira explosão de acesso à web-móvel. Motivos para acreditar nisso não faltam. Aqui vão alguns deles: os celulares 3G, iPhone (oficialmente) no Brasil e planos de dados oferecidos a preços cada vez mais baixos pelas operadoras.

Certamente, o celular será (como já vem sendo) a porta de entrada para inclusão digital de milhões de pessoas.
E nesse novo cenário, será imperativo para toda marca ter uma presença consistente na web-móvel. E dá-lhe corrida para criação e desenvolvimento de sites pensados para os diversos dispositivos móveis.

O universo aqui será muito rico e diverso. Diferentemente da web-parada em que há 2 ou 3 versões do site de acordo com o navegador ou configuração da tela, na web-movel é necessário desenvolver dezenas de versões para as centenas de celulares do mercado.

O que parece mais trabalhoso, também abre uma enorme oportunidade para as marcas. Afinal, faz total sentido pensar um site diferenciado para celulares mais simples, mais sofisticados, smartphones como Blackberry e para o iPhone. Cada usuário terá, portanto, uma experiência máxima de acordo com as limitações e capacidades do seu celular.

É importante pesar que um site móvel tem a limitação do tamanho da tela e, até agora, velocidade de acesso e, por isso, é importante pensar navegação horizontalizada, sem muita profundidade e com leveza. Por outro lado, o consumidor já está com o celular nas mãos e há interatividades que enriquecem a navegação como um call-link direto para um call-center, download de conteúdos e aplicativos da marca, assinatura de boletins de notícias SMS, envio de SMS para amigos, etc.

O que já vemos como realidade são iniciativas de grandes marcas nesta nova mídia. Fiat, Inbev, Unilever e Petrobras, ente outras, já entendem o valor e o potencial da web-móvel.

Vamos aos cases. Em campanha recente para o evento SkolBeats, a mídia em celulares foi um dos pilares do plano de comunicação para estimular o público a votar nas atrações do festival diretamente em seus celulares. Foram veiculados banners na home-page do portal Claro Idéias durante uma semana. O resultado bateu os surpreendentes 10,5% de taxa de cliques. Dezenas de milhares de pessoas acessaram o mobile site do evento e deram seus votos.

Outra experiência extremamente positiva foi realizada pela Fiat no lançamento do Punto. Durante quinze dias, a única mídia para lançamento do carro foi a veiculação de banners nos portais de duas operadoras. O resultado também surpreendeu, com mais de 255 mil visitas ao mobile site do carro e taxas de retorno que variaram entre 4,5% e 12%.

No final de 2007, a maioria dos portais da web-parada teve seus inventários completamente tomados. Neste ano não deve ser diferente.

Por isso, pode apostar, será a vez da web-móvel deslanchar. Afinal, trata-se de uma grande audiência com taxa de cliques altíssima e uma pegada grande de inovação.

Logo, não custa anunciar: bem-vindo à essa nova mídia, a web-móvel.

16-06-2008

Bem-vindo à internet de fim-de-semana

Excelente matéria da Business Week com o título: Welcome to the Weekend Web.

Resumidamente, trata do fenômeno no mercado americano de substancial crescimento da web móvel e a diferença entre hábitos de quem acessa internet via PC ou celular.

Em 1 ano, houve acréscimo de 89% de acessos à web móvel nos EUA. E surge uma nova web: a internet do fim-de-semana, em que a maioria da navegação é voltada para entretenimento e formas de planejá-lo. Logo, mobile sites de previsão do tempo, diversão, música e jogos são os campeões de acesso.

Faz total sentido. Confesso que comigo acontece rigorosamente a mesma coisa. Uso muito web móvel aos fins-de-semana e, não raramente, navego por sites mais voltados a entretenimento, achar um filme, sessão de cinema, restaurante, etc.

Óbvio, que a oferta de sites pensados para plataforma web ainda é raridade no mercado nacional. Contudo, eu aposto todas as fichas que isso mudará radicalmente nos próximos meses.

Interessados não faltam: operadoras se movimentam ao ofertar pacotes de dados mais baratos, tem o 3G, fabricantes fazem celulares com telas maiores, touch-screen e browsers mais afiados, novas tecnologias facilitam buscas (inclusive via reconhecimento de voz) e portais web tradicionais começam a se preocupar com sua versão mobile.

29-05-2008

3 caixinhas para o mercado de mobile marketing

Pensando cá com meus botões, acho que dá para distribuir as pessoas envolvidas com o mercado de mobile marketing em 3 caixinhas: QUEM PENSA, QUEM FALA e QUEM FAZ.

Óbvio, cada um tem seu valor.

Porém, não suporto aqueles que FALAM que FAZEM ou os que PENSAM que FAZEM.

Ice Cream Now

Icecream

Fui convidado pelo Alon da Sinc a dar uns pitacos no Ice Cream Now, blog coletivo novidadeiro digital top de linha.

Dá uma lambida lá...

28-05-2008

Evolução do celular

Vale muito!

16-05-2008

Bluetooth Marketing: Tela Viva Móvel

Esta semana, fui convidado para falar sobre bluetooth marketing no Tela Viva Móvel, evento que aconteceu em São Paulo sobre mobilidade e entretenimento.

Como o formato era uma apresentação de 20 minutos, preparei um PPT bastante conciso sobre o tema, dividido em 4 partes: 4 porquês, 4 regras, 4 cases e 4 tendências.

Confira abaixo:

05-05-2008

SMS é caro mesmo?

Um dos questionamentos que sempre ouço nas agências tradicionais é em relação ao custo de uma campanha de mobile marketing.

Alguns consideram caro pagar entre R$ 0,30 e R$ 0,60 para disparar um SMS.

Primeiramente, vale uma repassada conceitual.
De uma maneira geral, há uma associação direta entre mobile marketing e SMS.
Não é errado pensar assim, mas é uma premissa limitadora do que se pode fazer nessa plataforma. Quem acompanha o mobilizadoBLOG já está cansado de saber que mobile-mkt também pode ser elaborado utilizando voz, bluetooth, internet móvel, aplicativos JAVA, etc.

O SMS tem como grande vantagem a compatibilidade com 100% dos aparelhos. Porém, também tem suas limitações, como interface pobre (138 caracteres) e barreira de uso (cerca de 45% das pessoas mandam SMS).

Em relação ao custo da mensagem, há pano para muita discussão.
É caro ou barato comparado com o quê? Com TV, com email marketing, com mala-direta?

Sempre digo que em mobile marketing saímos do mundo de milhões de impactos potenciais para o de milhares de conversas travadas em tempo real com o consumidor.

Vamos a alguns exemplos.

Numa campanha feita para uma cervejaria, a plataforma mobile pegava carona na mídia impressa e convidava as pessoas a mandarem um SMS grátis para acessar o Guia Mobile de Bares. Houve 55.000 interações. Custo para a cervejaria de cerca de R$ 30.000.

Aí vem a pergunta: é caro ou barato? Na minha opinião, quase de graça.
Afinal, milhares de pessoas que foram impactadas pelo anúncio, responderam ao call-to-action via SMS e carregaram em seus celulares um guia com acesso a bares que oferecem seu produto.

A diferença aqui, assim como em todo mundo digital, está na possibilidade de medição em tempo real do resultado da campanha. Mais ainda: em mobile, paga-se pelo que se leva. Paga-se pelo número de SMS recebidos ou enviados, downloads feitos, acessos ao mobile site, etc.

Mais um exemplo: no lançamento de um carro em setembro do ano passado, a única mídia nos primeiros 15 dias de campanha foi um mobile banner na home do portal de uma operadora (direto em celulares). A taxa de cliques foi de 4,3%, com mais de 255 mil visitas ao mobile site e um custo por clique 3 vezes menor do que um super-banner na home de qualquer portal web.

De novo, fica barato. Barato porque é mensurável. Barato porque é eficiente.

Sem dúvida, pode ficar caro enviar indiscriminadamente 2 milhões de SMS.
Porém, com investimento bem planejado é possível se atingir belos resultados.

Internet pode ser cara ou barata. TV também.
Tudo dependerá da forma como a agência planejar o investimento.

Por isso, acredito eu, jogam melhor no mercado digital aquelas agências que têm em seu DNA a busca pela inovação associada a um retorno consistente para seu cliente. Retorno que nem sempre se mede com GRPs ou CPMs.

Falo de retorno que se comprova ao se conversar, de fato, com o consumidor.

Até mesmo porque, no final do dia, é ele quem paga a conta de todo mundo.


09-04-2008

Sobre os 0800: mobile marketing?

Nas últimas semanas, quem ficou parado no trânsito de São Paulo certamente notou algo em comum entre duas campanhas veiculadas nos relógios da cidade (dos poucos espaços sobreviventes à Lei Kassab): chamadas call-to-action para um 0800.

A primeira delas é um teaser. Do outro lado da linha estava Thaís Araujo convocando as pessoas a gravarem um depoimento que seria postado no site da marca.

Atualmente, está no ar (ou melhor, nos relógios) uma campanha para uma farmacêutica (já que a pergunta é: Você tem diabetes?) e a mesma ação para ligar para um 0800.

Aí me pergunto: são ações de mobile marketing?
Alguns podem dizer que sim. Afinal, o mobile é elemento chave na campanha.
Outros já argumentariam que a telefonia se resume ao papel de ponto de contato, nada mais.

No fim das contas, o meu maior questionamento não é apenas isso. Na verdade, o que me causa estranheza é a ausência do uso de interações mobile (voz, SMS, mobile web, etc.) em ações cross-media.

O celular é o único meio com absoluta simultaneidade com qualquer outra mídia. É totalmente possível ler a um anúncio impresso, ouvir um spot ou assistir um filme de 30 e interagir em tempo real com o celular. Dificilmente, alguém conseguiria ler um anúncio na Veja e assistir ao Fantástico ao mesmo tempo.

Logo, confesso uma certa decepção com o nível de experimentação de ações mais cruzadas e interativas no mercado. Em mobile, de uma maneira geral, paga-se por performance: número de SMS enviados, ligações feitas, downloads realizados, acessos ao mobile site.

Alguns poucos exemplos demonstram como a integração interativa é eficaz.

A Abyara está no ar com uma ação para um empreendimento imobiliário em SP, na qual há em toda mídia impressa uma chamada para se enviar um SMS gratuito para conhecer detalhes do imóvel. A cada veiculação, mais de 600 pessoas em média interagem com o anúncio.

Para o Boteco Bohemia do ano passado, o mesmo foi feito na campanha do evento em mídia impressa. Resultado: mais de 55.000 interações em um mês.

Quando vamos para integrações com web, os números explodem. Em campanha na aba do Messenger para Sprite, ouve mais de 160.000 interações (SMS e voz) em um mês de campanha.

Ou seja, basta experimentar, investir e pagar "apenas" pelo sucesso. Parece uma dinâmica bem simples.

No entanto, a falta de modelos mais claramente definidos pelo mercado, bem como papéis mais estruturados dos players (operadoras, integradoras, agencias mobile, agências tradicionais) têm dificultado muito o avanço do mercado.

Não tem mágica. Salvo raríssimas exceções, nenhuma marca investirá milhões numa iniciativa puramente mobile logo de saída. Ações menores, pilotos e testes são fundamentais. Porém, é preciso viabilizar técnica e comercialmente essas pequenas iniciativas. Ou conseguimos isso ou o mercado ficará em compasso de espera e morrerá por inanição.

Ou então podemos mandar 0800 em tudo.

10-03-2008

Bluetooth Marketing: Potência vs. Pertinência

Quem acompanha o mobilzadoBLOG já deve ter notado a grande frequência de ações bluetooth no mercado nacional.

Pelas minhas contas, nos 6 últimos meses, tivemos uma média de uma campanha de bluetooth marketing por semana.

Ótimo, né? 
Provavelmente responderia que sim há alguns meses. Porém, hoje em dia, respondo "depende".

A cada dia surge uma nova empresa de bluetooth marketing e o mercado ainda não comporta tanta oferta. Logo, o que acontece é um desespero para gerar cases, para aparecer, para dizer que também faz.

Não precisa fazer força para imaginar que muitas ações não têm atingido bons resultados. Com isso, o mercado, que ainda nem existe direito, começa a passar por uma onda de descrença. Nada pior.

O que falta é saber dizer não, saber exatamente o que dizer e, principalmente, dizer a verdade.

Bluetooth marketing é marketing de proximidade.
Depende do usuário saber que está numa área com dispositivo bluetooth. Depende de orienta-lo a ativar seu bluetooth. Depende de ter conteúdo relevante. Depende de formatar corretamente o conteúdo que se quer distribuir. Enfim, muitos dependes.

Não basta vontade, um beamer e uma antena.
Mais do que isso, não se trata de uma competição de força bruta.

Nada me irrita mais do que ouvir que "minha máquina bluetooth atinge centenas de metros". Esse não é o ponto.

Do que adianta atingir um consumidor que está a 2 andares ou 4 quarteirões da sinalização da campanha? O que vai acontecer é irritá-lo e/ou assustá-lo com uma prática condenável de spam.

Mais importante é ser preciso na seleção do target que se quer atingir. Afinal, aqui está um dos grandes benefícios do bluetooth: levar a publicidade exatamente onde está seu público.

Fundamental é entregar um conteúdo relevante, útil, certeiro.

Lembre-se que o consumidor poderá usar o jingle da sua campanha como ringtone por meses. Olhar todo dia para sua logomarca como fundo de tela. Passar horas livres se divertindo com o game customizado com sua marca.

Como diria um amigo mineiro: em bluetooth "não é de força, é de jeito".

O jogo é ganho pela pertinência e não pela potência.

20-02-2008

Shotcode no mobilizadoBLOG

Para matar a curiosidade de alguns, esse post serve para mostrar como podemos fazer uma campanha usando a tecnologia QR-CODE.

Para testar, basta seguir os seguintes passos:

1. Digite seu celular no campo abaixo:

DDD:
Celular:

2. Você vai receber um SMS-Link com atalho para download do aplicativo. Importante lembrar que é um JAVA e, portanto, deve rodar em cerca de 30% dos aparelhos.

Importante: Tanto para fazer o download do aplicativo como para acessar a página WAP, você pagará tráfego de dados de acordo com o plano de tarifas de sua operadora.

3. Abra o aplicativo e tire a foto do código aí embaixo. Você vai acessar uma versão do mobilizadoBLOG desenvolvida especificamente para celulares.
Shotcodemobilizado

17-08-2007

O futuro (próximo) da mobilidade

Em Fevereiro deste ano estive na feira 3GSM em Barcelona e postei aqui sobre um vídeo que assisti no estande da NTT DoCoMo (operadora japonesa) sobre o futuro da mobilidade.

Impressionante ver o que pensam os japoneses para um futuro muito próximo.

O vídeo (em japonês) tem pouco mais de 10 minutos, mas garanto que vale conferir:

09-08-2007

A onda agora é compartilhar

As aplicações e serviços móveis que mais têm gerado buzz nos últimos meses têm basicamente 2 elementos em comum: relacionamento e compartilhamento de conteúdos.

A seguir, faço uma pequena análise dos melhores serviços que conheço. O post é longo, mas pode apostar que vale a pena.

O Twitter foi adotado como queridinho da mídia especializada americana. Como muito já se falou sobre o serviço, tenho apenas 2 poréns: (1) passada a euforia inicial, vira uma coisa meio mala receber dezenas de mensagens todo dia sobre o que seus amigos estão fazendo e (2) não há ainda como viabilizar um serviço semelhante baseado em SMS aqui no Br (a saída seria o patrocínio desssas mensagens, mas aí não acredito que o anunciante que veja tanto valor assim em falar dezenas de vezes com a mesma pessoa).

Indo mais para a linha de rede social com compartilhamento de conteúdos, há alguns serviços bem bacanas. Há 2 principais formatos: (1) aqueles em que o compartilhamento é free entre usuários e (2) aqueles nos quais os usuários pagam para fazer downloads, sendo que há repasse em cash para quem gerou o conteúdo.

No primeiro grupo, acho bacana os serviços: (1) mofoyo, mais focado no compartilhamento de vídeos, (2) wattpad, de compartilhamento de conteúdos em texto e (3) a californiana phonezoo, com pegada mais para conteúdos de áudio.

Já no segundo, já falei aqui sobre o SeeMeTV e PixMeTV. Há também a italiano momo.

Começa a surgir uma nova geração de seviços móveis que também se aproveitam da geolocalização. Aí a brincadeira começa a pegar fogo. Nada mais bacana do que redes sociais móveis e com localização geográfica.

O dodgeball foi dos primeiros que conheci e acho matador, tanto que Google comprou a empresa no ano passado. O legal deste serviço é que você pode ser avisado quando alguém da sua rede ou da sua crush list está por perto (num raio até 10 quarteirões) e pode trocar mensagens direto no celular.

Loopt

Outro serviço muito legal é o loopt: sem dúvida, um dos mais compeltos que conheço, com forte apelo em mapping e serviços que estimulam a socialização, como agendamento de festas.

Por fim, vale falar também do socialight, um grande "Guia da Semana" mobile. Contudo, o legal aqui é que os comentários sobre restaurantes, bares e baladas são feitos pelos próprios usuários. Há filtro por comunidades e, como ponto chave, elemento de geolocalização. Ao abrir o aplicativo, sa posição é localizada e você pode fazer uma busca sobre restaurantes japoneses próximos de você.

19-07-2007

Me dá um pedaço aí

Há algum tempo eu e o Léo temos feito a propaganda de um conceito que chamamos de "share of hardware". WTF? Pois é.

A briga pela participação (o share) ocorre sempre onde há escassez - no sentido econômico, ou seja, onde competimos pelo mesmo naco. Claro que há momentos onde todos crescemos (como patos na lagoa, onde o nível d'água começa a subir), mas quando ocorre a inflexão ou o nivelamento, partimos para o confronto.

Mas há situações onde o limite é evidente - por exemplo, a mente do consumidor. Como entrar, ficar e tomar conta da mente do indivíduo? Se eu tiver que me decidir todos os dias por que marca utilizar, a vida vai ficar muito difícil. O posicionamento de uma marca em minha mente pode ser entendida, então, como questão de conforto. Neste caso eu deixo de ser recipiente passivo das mensagens e passo a processá-las com base em uma série de variáveis (desde a óbvia apreciação do produto até a facilidade de encontrá-lo).

E o que isso tem a ver com o celular? Tendo em vista que a competição pela atenção é cada vez maior (quantos formatos diferentes de mídia que encontramos durante o dia?) e que o celular é um centro natural de atenção, estando sempre com o consumidor, eu diria, aliás, eu afirmo, que ocupar um espaço no deck do celular do consumidor é um caminho privilegiado para sua mente.

Share of hardware é ocupar um espaço no hardware, no equipamento do consumidor. O celular há muito não é apenas extensão espacial da voz, mas um aparelho capaz de responder de modo quase imediato às minhas necessidades - começando pela comunicação e desembocando em um mundo limitado apenas pela criatividade de quem desenvolve: é o chef mobile, o meteorologista de bolso, o dicionário móvel, o portal no celular, a calculador financeira portátil e assim segue.

Todos estes recursos podem ser realizados por três formas, no celular: o SMS; a internet no celular (WAP); o desenvolvimento de aplicativos.

Enquanto os dois primeiros exigem um esforço maior de comunicação, e no caso do WAP, esforço também do consumidor para acessar o site móvel, o aplicativo, após instalado, permanece em local conveniente, "residindo" no celular de seu público-alvo.

Se unirmos utilidade a este conceito, temos um produto com potencial de campeão. Que tal um aplicativo financeiro patrocinado pelo, para ser neutro, Royal Bank of Scotland? A cada inserção que fizer, ou acesso, lá estará a marca me prestando um serviço - e o link para contatá-la está também logo ali. Ou então, quem sabe um catálogo de produtos no celular? Ou uma lista de cupons de desconto (clubes do assinante e carteiras de fidelidade)? Ou, bem mais simples, se eu quiser acessos a meu portal, porque não instalar o acesso direto e off-line no celular? Aliás, outra grande vantagem é o custo para o usuário: eu posso navegar sem pagar pelo tráfego, me conectando à internet apenas quando necessitar de atualizações das informações.

As atenções estão começando a se voltar para as oportunidades oferecidas por este segmento. A WPP, por exemplo, adquiriu recentemente a Icon Mobile, que vem se especializando neste tipo de desenvolvimento. Nós, na medida do possível, buscamos defender a idéia e construir a oferta.

10-07-2007

Virgin Mobile testa modelo ad-supported nos EUA

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Baseda no conceito "Give us a minute of your time, get a minute of airtime", a Virgin Mobile USA lançou o programa Sugar Mama: sua primeira iniciativa no formato de subsídio de serviços de telefonia por publicidade.

Resumidamente, para fazer parte do programa, os consumidores devem optar por assistir vídeos publicitários online ou receber SMS com mensagens de anunciantes. Feito isto, são creditados minutos para falar de graça.

A primeira parcial de resultados aponta que cerca de 1000 pessoas por dia topam fazer parte do programa . Além disso, mais de 9 milhões de minutos grátis já foram distribuídos.

Do ponto de vista do mercado publicitário, vale o dado de que o taxa de cliques nas propagandas online é de 5,5%.

03-07-2007

Promoção SMS é Mobile Marketing?

Na minha opinião, não.

Promoções que utilizam o SMS como forma de participação não devem ser encarados necessariamente como iniciativas de mobile marketing.

O SMS é um mero canal de contato, que substitui as cartas, internet ou 0800.

A vantagem do SMS para quem realiza a promoção é a redução de custos operacionais. Nada de receber cartas ou bancar o 0800.

Do lado do consumidor, a princípio, a vantagem é a praticidade e instantaneidade na participação.

Porém, importante lembrar que o usuário paga quase R$ 0,50 por SMS enviado (R$ 0,31 + impostos). Num país onde 81% da base tem celulares pré-pagos e gasta menos de R$ 10 por mês, fica evidente que teremos um problema no médio prazo.

Pensando no mercado, acredito em iniciativas como as de FIAT, Bradesco, Telefônica, Guaraná Antárctica, Nokia, Samsung, Friboi e outras tantas marcas que entendem o celular como uma ferramenta de marketing. Uma ferramenta poderosa e que pode ser utilizada para relacionamento, ativação, publicidade e, também, promoção.

O que une todas as marcas que acabei de citar é o fato de que em suas campanhas toda interatividade via celular foi gratuita para os consumidores.

Com isso, houve taxas altíssimas de participação e, mais importante, o entendimento do celular como meio valioso de se conversar diretmente com o target. Não como uma mera forma de se tranferir custos operacionais para o consumidor.

Obviamente, há exceções neste formato de campanha.

Dois bons exemplos vêm da Tailândia, das marcas Heineken e M&M´s.

Numa campanha realizada em 2005 (!), a M&M´s tinha como objetivos aumentar a freqüência de compras e fidelização dos consumidores.

A mecânica promocional era bastante simples: códigos foram inseridos nas embalagens e deveriam ser enviados via SMS. Cada código poderia valer 1, 3 ou 5 pontos.

Mms

A partir de 15 pontos acumulados, o consumidor já ganhava algum prêmio digital, como ringtones, wallpapers ou games para celular.

Além disso, havia também prêmios surpresa, como: celulares, mp3-players e câmeras digitais.

A marca, inteligentemente, aproveitava cada interação SMS para captar mais informações sobre seu consumidor e construir assim um riquíssimo bando de dados.

A espetacular taxa de participação na campanha foi de 23%.

A fórmula aqui foi simples: todos podem ganhar algum prêmio digital e, no final do dia, a marca passou a conhecer melhor seu consumidor.

Assim, funciona.

Assim, temos mobile marketing.

13-06-2007

Ad-supported Content: Como as coisas devem ser II

A Swisscom Mobile lançou esta semana o primeiro serviço de vídeo 100% subsidiado por publicidade em seu país.

No lugar de pagar pelo download, os usuários poderão baixar conteúdos gratuitamente que trazem um vídeo publicitário inicial de 10s a 20s.

O primeiro canal a ser lançado é o de vídeos de humor e já estão no pipe de lançamentos conteúdos de esportes e música.

Os primeiros anunciantes são Canon, Peugeot e Sony-Ericsson.

Frase do Gerente de Estratégia Mobile da Swisscom, Marius Dano: “Ad-supported video is a strong proposition for consumers, advertisers and content providers. We expect it to bring new customers to mobile video and help existing customers find more content to enjoy.”

Acredito fortemente que o caminho para o mercado de Telecom é justamente o subsídio de todos os serviços (voz, sms, dados, etc) por anunciantes, que entregarão publicidade completamente focada no target, que por sua vez receberá conteúdos/serviços extremamente relevantes e com alto valor percebido.

18-04-2007

10 Rules for Mobile Site Creation

Ótimo post do Mobhappy.

  1. It has to work on all devices.
  2. White screens, black text and blue links are so 1998
  3. It has got to be personal
  4. A WAP site is not a web site
  5. Balance form and function
  6. Go beyond wallpapers, ringtones and java games
  7. Do not expect the same results across every device
  8. Test Test Test
  9. Deliver dynamically
  10. Make it worthwhile as visitors won’t come back without getting value

07-02-2007

Tela é tudo (1)

Um movimento muito interessante da indústria de celulares diz respeito ao tamanho dos celulares, ou melhor, de suas telas.

Provavelmente, você já percebeu que as evoluções físicas e de design têm sido muito mais focadas em aparelhos leves e ultra-finos. Diferentemente dos anos 90, em que celulares cada vez menores (em tudo) eram objeto de grande desejo.

Prestou atenção no tamanho das telas? Pois é, estão cada vez maiores.

Este fenômeno é consequência de outro muito maior e que ainda não está presente no nosso dia-a-dia aqui no Br: o estouro da internet móvel.

Mundo afora, pipocam notícias de um boom na mobile internet . Um mobile site já passa a ser tão fundamental quanto um web site.

09-01-2007

Aponte e clique!

Estima-se que existam no Brasil cerca de 10 milhões de celulares com câmera (nas mais diversas qualidades) e, além disso, que 3 em cada 5 aparelhos em estoque no varejo tenham este recurso. Mundialmente, o movimento é semelhante.

Shotcode Logo, é mais do que natural que apareçam novas aplicações para potencializar as câmeras móveis. De tudo o que tenho visto, as aplicações de reconhecimento de imagens (QRCodes) são as mais bacanas. Basicamente, essas aplicações permitem a "mobilização" da mídia estática, entregando maior interatividade à publicidade tradicional.

Funciona assim: 1. usuários precisam fazer download de um aplicativo simples e leve para seus celulares, 2. um código é inserido em peças de mídia tradicional (revista, outdoor, mobiliário urbano, etc), 3. consumidor abre o aplicativo e tira uma foto do código para interagir com a peça.

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                                                              O maior case de aplicação dessa tecnologia está em curso no México, numa promoção de Sprite. Mais de 40 milhões de embalagens do refrigerante têm um shotcode impresso. Ao tirar fotos do código, o consumidor é enviado a uma página da promoção direto em seu celular, interage e pode ganhar diversos prêmios na hora.

Os desafios para fazer funcionar uma campanha como essa no Brasil são: 1. Ensinar o consumidor a baixar estes aplicativos e 2. Ter um aplicativo que rode num número razoável de aparelhos de diferentes marcas e modelos.

Já desenvolvemos aqui no Br alguns projetos que utilizam esta tecnologia. Nenhum vingou por enquanto, mas tenho certeza absoluta que temos nas mãos uma ferramenta poderosa para incrementar campanhas interativas.

17-12-2006

Rumo aos 100 MILHÕES

Em Nov/06 o Brasil passou a ter 97,7 milhões de celulares, num crescimento de 1,1 MM no mês. Devemos, portanto, bater os 100 mm até o Natal.

Outro dado interessante: a diferenca de receita entre Vivo e Tim está em 0,9%.

15-12-2006

Thumb Generation, muito prazer

Thumb1 Celulares, dispositivos móveis, gameboy, PSP...

Dá-lhe dedão! O dedão passou a ser o dedo mais utilizado pela turminha até 25 anos, ultrapassando o até então onipotente indicador.

Na Ásia, esse movimento tomou ares de tribo (são os oya yubi sedai - ou thumb tribe) e motivou novos comportamentos como passar a apertar as campainhas com o dedão. Já há inclusive estudos sobre essa nova geração, liderados pelo Dr. Sadie Plant, fundador do Cybernetic Culture Research Unit na Warwick University.

Esse novo comportamento modificou também a forma de viralizar e multiplicar informações e campanhas publicitárias. Tenho dito que estamos passando da fase do mouth-to-mouth para o thumb-to-thumb. Isto porque cada vez mais essa molecada dispara conteúdos e informações bacanas utilizando SMS, MMS e bluetooth, de forma instantânea.

O segredo está em como utilizar esses "dedões" a favor da sua marca.

Um exemplo recente de como isso pode funcionar é a campanha bluetooth que a Fundação  Telefônica (Y&R) está realizando em 3 salas de cinema de SP (Cinemarks Iguatemi, Market Place e Higienópolis). Após assistir ao novo filme da campanha, a platéia pode baixar o anúncio para seus celulares.

Para minha surpresa, numa reunião na Publicis havia uma pessoa que recebeu via bluetooth este vídeo de uma amiga que baixara o conteúdo no Iguatemi. Vale dizer que  essa campanha da Telefônica já está na terceira fase mantendo esta interatividade.

É simples assim: baixa > dedão > multiplica.

13-12-2006

Mobile Marketing não é só SMS

Cabore Nas diversas reuniões, workshops e eventos de que tenho participado é pensamento corrente de que fazer mobile marketing é basicamente disparar alguns milhoes de SMS com propaganda do seu produto. É justamente por isso que uso muito a seguinte frase: "Pensar mobile marketing como simples disparo de SMS é o mesmo que pensar internet como simples disparo de e-mail marketing". Sacou?

Obviamente, SMS faz muito sentido para campanhas que envolvam produtos de massa ou que busquem a maior taxa possível de cobertura, afinal 99,9% dos celulares enviam e recebem mensagens de texto.

Contudo, algumas ressalvas são fundamentais:
1. Mobile marketing é baseado em permissão. Logo, é preciso ter o opt-in (autorização) prévio do usuário para mandarmos um SMS.
2. Há outras soluções sem mobile com maior riqueza de interação, afinal o SMS se resume a texto com 160 caracteres.
3. O tripé Relevância-Pertinência-Consistência é base para criação de uma campanha com o mínimo de chances de ter resultados.

Um case bastante didático de como fazer uma campanha SMS foi realizado este mês pela Tellvox para o Meio&Mensagem. A conceito da ação mobile era enviar para leitores M&M os resultados do Caboré via SMS.

Para tanto seguimos os passos básicos:
1. Captar base opt-in: fizemos isso através deuma peça no M&M Online que convidava os leitores a se cadastrar para receber informação.
2. Oferecer conteúdo relevante: quem se cadastrava podia escolher exatamente quais categorias gostaria de receber.
3. Oportunidade: os disparos das mensagens ocorreram imediatamente após anúncio dos vencedores.

Seguindo esta receita, a campanha apresentou belos resultados e mais de 2.600 SMS foram enviados para público bacana do mercado.