Quem acompanha o mobilzadoBLOG já deve ter notado a grande frequência de ações bluetooth no mercado nacional.
Pelas minhas contas, nos 6 últimos meses, tivemos uma média de uma campanha de bluetooth marketing por semana.
Ótimo, né?
Provavelmente responderia que sim há alguns meses. Porém, hoje em dia, respondo "depende".
A cada dia surge uma nova empresa de bluetooth marketing e o mercado ainda não comporta tanta oferta. Logo, o que acontece é um desespero para gerar cases, para aparecer, para dizer que também faz.
Não precisa fazer força para imaginar que muitas ações não têm atingido bons resultados. Com isso, o mercado, que ainda nem existe direito, começa a passar por uma onda de descrença. Nada pior.
O que falta é saber dizer não, saber exatamente o que dizer e, principalmente, dizer a verdade.
Bluetooth marketing é marketing de proximidade.
Depende do usuário saber que está numa área com dispositivo bluetooth. Depende de orienta-lo a ativar seu bluetooth. Depende de ter conteúdo relevante. Depende de formatar corretamente o conteúdo que se quer distribuir. Enfim, muitos dependes.
Não basta vontade, um beamer e uma antena.
Mais do que isso, não se trata de uma competição de força bruta.
Nada me irrita mais do que ouvir que "minha máquina bluetooth atinge centenas de metros". Esse não é o ponto.
Do que adianta atingir um consumidor que está a 2 andares ou 4 quarteirões da sinalização da campanha? O que vai acontecer é irritá-lo e/ou assustá-lo com uma prática condenável de spam.
Mais importante é ser preciso na seleção do target que se quer atingir. Afinal, aqui está um dos grandes benefícios do bluetooth: levar a publicidade exatamente onde está seu público.
Fundamental é entregar um conteúdo relevante, útil, certeiro.
Lembre-se que o consumidor poderá usar o jingle da sua campanha como ringtone por meses. Olhar todo dia para sua logomarca como fundo de tela. Passar horas livres se divertindo com o game customizado com sua marca.
Como diria um amigo mineiro: em bluetooth "não é de força, é de jeito".
O jogo é ganho pela pertinência e não pela potência.
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