Boa matéria sobre potencial do mercado de m-advertising, com foco em web móvel.
Abaixo, acho que vale ler a íntegra da entrevista dada ao Alexandre do M&M.
1
- A agência tem algum dado sobre o acesso à internet via celulares e aparelhos
móveis no Brasil e ao perfil dos usuários desse serviço?
Atualmente,
temos no país 120 MM de celulares, dos quais aproximadamente metade tem acesso à
internet.
Além
disso, mais de 12 MM de pessoas já acessam internet em celulares todos os
meses. Os
principais usos de internet móvel são: ler notícias, acessar e-mails e download
de conteúdos. O
grande uso ainda está na faixa 18-35.
Nos
últimos meses as operadoras têm incentivado acesso à internet móvel no formato
flat-fee rate.
Além
disso, a partir do segundo semestre de 2008, teremos a implantação 3G (banda
larga em celulares), o que estimulará enormemente o acesso em celulares.
Outro
fator que alavanca acesso à web é o aumento na venda de smartphones, que já
representam um bom percentual da base de celulares no mercado.
Por
fim, é importante também destacar que, nos últimos 2 anos, os lançamentos de
celulares privilegiam telas cada vez maiores. A
briga está nos celulares superfinos e com telas grandes e não mais nos aparelhos
minúsculos.
2
- Qual a sua opinião sobre o uso que as agências e anunciantes brasileiros vêm
fazendo do potencial atual de usuários de internet via celulares e aparelhos
móveis?
O
mercado ainda é insipiente. O primeiro passo já foi dado por algumas operadoras
que definiram modelo de negócio e propriedades de mídia.
Isso
é fundamental para evolução do mercado, já que praticamente toda audiência de
internet móvel está concentrada nos portais das operadoras.
Graças
a isso, a FIAT realizou em Agosto/07 a primeira campanha de mobile advertising
no Brasil, com veiculação em portais móveis da Claro e Vivo.
O
que falta é maturidade para o mercado e maior conhecimento das agências sobre
as possibilidades em publicidade móvel.
Os
resultados da campanha de FIAT foram muito expressivos, com taxa de cliques
superior 4,5%, resultado muito superior a média de campanhas em internet
PC.
3 - Das possibilidades disponíveis no Brasil de se fazer publicidade via
internet para celulares, quais você considera as melhores opções atuais?
Basicamente,
estamos no estágio de estruturação do mercado. Logo, os formatos ainda são
limitados, como banners e links. Com a evolução do meio e, principalmente, dos
aparelhos, novos formatos surgirão, a exemplo do que aconteceu com web-PC.
4
- Para a agência e os anunciantes por ela atendidos o acesso à internet via
celulares já é significativo no Brasil o suficiente para demandar ações
especificas para este público?
Atualmente,
cerca de 12 milhões de pessoas acessam internet em celulares. Com 3G e planos
de dados mais baratos, o acesso explodirá.
No
Japão, por exemplo, desde 2006 já há mais internautas móveis que internautas PC
(69MM vs. 64MM), sendo que 18MM de japoneses acessam web apenas do celular.
No
cenário atual, já há um inventário consistente, com dezenas de milhões de
impressões dentre as operadoras com modelo de negócio definido.
Além
disso, como os formatos atuais privilegiam patrocínio exclusivo de seções, há tendência
de dispersão muito baixa, com alta taxa de cliques.
È
bom lembrar, que durante 1 mês de campanha para Fiat Punto fora registradas
mais de 250.000 visitas no site móvel do carro. Trata-se de um número
expressivo, mesmo para os padrões de internet-PC.
5
- A agência se envolveu em algum projeto recente focado na veiculação de
publicidade voltada para acessos à internet via celulares? E ações voltadas aos
celulares 3G já disponíveis. Se sim, detalhar o mais importante em cada um dos
casos (geral e 3G)?
Sim,
como sócio-fundador da Tellvox coordenei a estruturação da oferta de mobile
advertising da Claro e a veiculação da primeira grande campanha no país: o
lançamento do Fiat Punto em 2007. Com banner veiculado inicialmente no portal
Claro Idéias, criamos um mobile site do carro repleto de interações e
conteúdos. Os resultados foram excelentes, como click-through de 4,5% e 255.000
visitas em mês de campanha. Mais informações aqui.
Já
pela pontomobi, desenvolvemos diversas ações que se apoiaram na internet móvel,
como campanhas para Mattel, Yahoo, Shopping Center Norte e Boteco Bohemia.
Neste
último, criamos um guia de bares participantes do evento Boteco Bohemia. Numa
ação cruzada com mídia offline, na qual eram divulgadas em anúncios veiculados
no Estado, Folha e Vejinha, estímulo a acessar o guia Boteco Bohemia Mobile.
Mais no link.
Para
Yahoo, criamos um mobile site, divulgado na web-PC, no qua era possível fazer
downloads de conteúdos diversos (ringtones, wallpapers e screensavers), bem
como disparar uma ligação da Sabrina Sato para amigos numa ação com formato
viral. Mais no link.
Sobre
Mattel, mais no link.
6
- Para você, quais são as maiores barreiras atuais colocadas pelas operadoras,
pelos portais (e provedores de conteúdo) ou mesmo pelo mercado publicitário
para uma maior incidência de ações voltadas aos usuários de internet via
celular?
Como
disse anteriormente, precisamos de 3 movimentos básicos para o mercado
deslanchar: (1) definição de modelo e propriedades de mídia por todas
operadoras, (2) conhecimento das agências dos formatos possíveis e (3)
agressividade dos anunciantes para experimentar uma nova mídia.
7 - Na sua opinião, qual deverá ser o comportamento de agências e
anunciantes em relação a ações voltadas a usuários de internet via celulares em
2008?
De
experimentação. O número de usuários crescerá substancialmente e trata-se de uma
mídia absolutamente pessoal e que está com o consumidor 24/7. É importante
lembrar que no final de 2007, a maioria dos veículos estavam com seus
inventários todos comprometidos. Logo, a mídia em internet móvel surge como
grande opção.
Internacionalmente,
há apostas no crescimento vertiginoso desse mercado. Recentemente, o CEO do Google, Eric Schmidt, fez a seguinte declaração
sobre mobile advertising: "It's the recreation of the Internet, it's the
recreation of the PC story and it is before us — and it is very likely it will
happen in the next year".
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