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07-07-2009

Absolut Vodka leva drinks ao celular

A Absolut lançou um aplicativo para iPhone. Parece mais do mesmo, mas eles foram um pouco mais além.Não se trata de um simples catálogo de bebidas, ou um livro de receitas onde se pode consultar drinks (apesar de fazer essa função, que é muito bacana). Incorporado à tecnologia 3G, integrada com GPS, Twitter e Facebook o aplicativo se torna algo mais. Uma verdadeira experiência,aproximação e envolvimento com seu target.

Os usuários podem sugerir drinks, dividir suas experiências com outros usuários, selecionar bebidas por diversos parâmetros como: cor, humor, dia da semana, clima, sabor, localidade, etc.

Não é a primeira vez que a Absolut transita pelo mundo mobile, em 2008 a marca lançou uma campanha para promover responsabilidade com o consumo de álcool.

Via Mobile Marketer.


19-06-2009

fox mobile advertising

FAMILY GUY2 Para divulgar o novo aplicativo iPhone da série Família da Pesada, a Fox decidiu investir em mobile advertising. Banners interativos em páginas WAP convidam o usuário a fazer o download, e ao clicar no banner ele é direcionado para a página de compra do aplicativo.

No aplicativo os usuários podem assistir a clipes da série, customizar seus próprios vídeos, enviar para os amigos e postá-los no FamilyGuy.com.

Esta não é a primeira vez que a Fox aposta no canal mobile para divulgar suas séries, a própria Família da Pesada já possui um mobile game, ringtone e wallpapers.

Via Mobile Marketer

18-06-2009

Aplicativo para controle de gastos

JP MORGAN CHASE 3JP MORGAN CHASE O banco americano JP Morgan Chase está investindo em mobile marketing para expandir o relacionamento com seus clientes, e ir além do site na internet. Após realizar ações de envio de SMS e cupons mobile, a estratégia do banco conta agora com 2 aplicativos para iPhone e um mobile banking via SMS que é promovido em comerciais de TV.

Entre os aplicativos está o Chase Gift Planner, projetado para ajudar os usuários a organizar seus hábitos de consumo, se manter dentro do seu orçamento e criar uma lista de presentes personalizada.

O aplicativo possibilita adicionar seus contatos do iPhone e seguir a lista de presentes das pessoas, até quanto quer gastar e onde. Os usuários também podem criar categorias de compra segundo seus orçamentos, adicionar fotos dos presentes, além de criar sua própria lista e enviar aos amigos e parentes. 

Via Mobile Marketer

16-06-2009

Mobile Marketing: Mobile Site ClicEsportes

O maior site de esportes do Sul do País e acabou de ganhar sua versão para celulares. Na verdade, versões.

Tenho defendido um conceito de criar diferentes versões de mobile site para diferentes tipos de usuários e não necessariamente aparehos. Afinal, soa óbvio que uma pessoa que tem um iPhone busca uma experiência diferenciada em mobile web, bem como quem tem um Blackberry ou um N95.

Logo, nada mais acertado do que pensar diferentes versões de um mesmo site para diferentes grupos de mobile internaitas.  Nesse sentido, passamos a criar 3 principais tipos de sites: (1) Touch, para iPhone e congêneres, (2) Grade, para smartphones (N95, BBs, etc) e (3) Lista, para celulares com telas menores.

Abaixo, você pode conferir isto mais claramente. Uma opção, é digitar o endereço m.clicrbs.com.br/esportes no seu celular.
Mobile_site_clicesportes
Para aproveitar o tema, abaixo segue aula que dei na Jump Education sobre mobile web:

08-06-2009

Bluetooth Marketing: Bio-Ritmo na rede pontomobi

A rede de academias Bio-Ritmo passa a fazer parte da rede de bluetooth marketing da pontomobi. Inclusive, já está no ar uma campanha cruzada com a rede Havanna para familiarizar os alunos da cademis com a nova tecnologia.

No material de ativação, há 3 formas de entrega dos conteúdos: bluetooth, hotsite móvel e QR-Code.

Bioritmo1Bioritmo2

Mobile Marketing: Campanha Anhanguera leva prata no Premio Abemd

A campanha de web-video-call criada pela Ogilvy para as Faculdades Anhanguera foi Prata na categoria Digital do XV Prêmio ABEMD.

Com participação de Ana Hickmann, a ação contava com uma dinâmica de sincronização bem complexa e funcionou muito bem.

Abaixo, vídeo explicativo da campanha:

Aqui, o link para a peça.

04-06-2009

Bluetooth Marketing: Brecho Social

Desenvolvido pela Social Way, o Brechó Social é um “e-commerce social” com a função de efetivar a venda de objetos doados exclusivamente por personalidades, com renda revertida para as ONGs, numa inovadora e importante ferramenta de captação de recursos com objetivo de se tornar eficiente e duradoura para o Terceiro Setor.

Brechosocial2009-007-590x391

Para tangibilizar ainda mais a iniciativa, foi realizado um evento no Shopping Iguatemi em SP entre os dias 21 a 24 de Maio, na qual as peças eram leiloadas fisicamente.

Brechosocial2009-095xxx1

A ponta tecnológica foi a distribuição de conteúdos via bluetooth protagonizados pelo cantor Simoninha, um dos grandes apoiadores do Brechó Social.

03-06-2009

Mobile Marketing: "Enxoval" Mobile no Midia Master Brasil

Temos investido bastante na educação do mercado publicitário. Acreditamos que essa é a principal maneira de promover o crescimento consistente do mobile markeitng no país. Uma boa demonstração disto são os eventos que realizamos bimestralmente para o mercado publicitário, os Mobile Marketing Breakfasts.

Juntamente com a RBS, demos o pontapé inicial numa outra linha para multiplicação de conhecimento: entregar diversas experiências interativas em eventos do trade, no que chamamos de "enxoval" mobile.

Nos dia 28, 29 e 30 de Maio, aconteceu no Paradise Golf & Lake Resort (Mogi das Cruzes) o Midia Master Brasil, um encontro anual que reúne os 100 principais executivos de midia de agências de São Paulo para estabelecer discussões produtivas sobre os destinos da comunicação no país.

O enxoval mobile contou com:

  • Web-video-call protagonizado por Claudinho Santos (Diretor Comercial Nacinal da RBS), convidando os mídias para o evento
  • Disparo de SMS-link para base cadastrada
  • Mobile site com local do evento, programação, cobertura das palestras e downloads
  • Bluetooth marketing no evento
  • SMS interativo promocional e no telão durante evento

Mmb1Mmb5  

Com isso, os grandes decisores nas agências respiraram e experimentaram, durante 3 dias, as diversas possibilidades do meio digital.

Mmb3

Estamos plantando...

Fatura ecológica

A empresa de telefonia móvel T-Mobile entrou na onda da sustentabilidade e lançou uma campanha amiga do meio ambiente.

A proposta da campanha é incentivar os clientes a aderirem a uma conta verde, que nao envolve faturas em papel. Cada pessoa que aderir a esta conta verde, a T Mobile promete plantar uma árvore. 

A campanha incentiva também a reutilização e reciclagem dos aparelhos.  

29-05-2009

2D-CODES no Prop&Mark: Cobertura Cannes

Sem sombra de dúvidas, um dos melhores usos para QR/2D-Codes é a integração e extensão de conteúdos a partir de mídia impressa. 

É exatamente este o conceito da ação desenvolvida para o Prop&Mark. Para incrementar a cobertura do Festival de Cannes, o jornal publicará diversos códigos com entrega de conteúdos multimídia complementares ao conteúdo impresso, como entrevistas em áudio e vídeo. 

Soa muito bem: leia o jornal e também ouça e veja as entrevistas no seu celular.

Abaixo, o anúncio publicado no jornal desta semana:

Prop&mark_qrcode

Telão Interativo no evento Young Lions 09

Rolou esta semana no Asia 70 em São Paulo o evento para anunciar a comitiva brasileira dos Youngs que participarão do Festival de Cannes.

Para dar um toque de interatividade, a DM9 patrocinou ação que convidava os presentes a enviar frases via SMS para os telões do evento. Centenas de mensagens foram enviadas, como mostra Rita Elisa do Prop&Mark TV no vídeo abaixo.

27-05-2009

Meffys Awards 2009: pontomobi é uma das finalistas

Meffys08_finalist Anualmente, a MEF (Mobile Entertainment Forum), uma das mais prestigiadas associações globais do mercado mobile, promove o Meffys Awards. 

O prêmio busca reunir o que de melhor é produzido mundialmente em mobilidade. 

Na edição de 2009, as categorias são: Games, Music Service, TV & Video Service, Content, Technology Innovation, Social Networking, Search & Discovery, Ad Campaign, D2C Service, Application, Quality of Experience, Mobile First Innovation, Business Intelligence, Innovative Business Model, Handset e Outstanding Contribution.

Para nossa felicidade, estamos entre os 5 finalistas na categoria Ad Campaign, com ação realizada para Skol Beats.Maior peso ganha esta indicação quando vemos os outro 4 finalistas. São 3 agências inglesas (Ogilvy e 20:20 entre elas) e a Turkcell. 

Ad Campaign Shortlist
  • 2020 London for ‘Thmbnls – Interactive Mobile Drama’
  • Inside Mobile for ‘Reebok – You Got Rondo’d’
  • Ogilvy Advertising London for ‘Fanta Stealth Sound System’
  • Pontomobi Interactive for ‘Skol Beats 2008 – It’s Up to You’
  • TURKCELL for ‘Tone&Win’

  • Abaixo, seguem vídeos das 5 campanhas finalistas:






    Agora, é só torcer!

    26-05-2009

    Mobile Marketing: QR-Code em anúncio da DM9DDB

    São muitos os desafios para o uso de QR-Codes se disseminar no Brasil. No entanto, nada melhor do que uma das mais premiadas agências do país usar a tecnologia numa campanha da própria agência. 

    É exatamente isso o que a DM9DDB está fazendo no Meio&Mensagem desta semana, ao veicular anúncio da agência 100% centrado na utilização do QR-Code. Confira abaixo:
    DM9DDB_Anuncio Convergencia
    Há dois pontos de destaque no anúncio:
    (1) Diariamente, será atualizado o conteúdo disponibilizado no código.
    (2) Há clareza na comunicação para download do leitor de códigos, neste caso, o UpCode.

    20-05-2009

    Mobile Advertising: Sul America investe em mobilidade

    Para promover os produtos de Investimentos e Previdência, a SulAmerica está investindo numa campanha de mobile advertising nos portais móveis Claro Ideias e UOL.

    No Claro Idéias, a veiculação está segmentada no canal Notícias em iPhones e em celulares 3G. No UOL, há patrocínio do canal Cotações na home do mobile site. O banner e o selo direcionam o internauta para uma landing-page na qual há estímulo para ligar para o atendimento SulAmerica através de um call-link.

    Abaixo, imagens da campanha:

    Sulamerica_claroSulamerica_uolSulamerica_hotsite

    Mobile Marketing: Close-Up entra no Shortlist do Mouse Awards

    Mouse A Microsoft Advertising promove anualmente o Mouse Awards, festival que visa premiar as melhores e mais criativas campanhas veiculadas globalmente nas diversas propriedades do portal.


    Na edição 2009, a campanha criada pela BorghiErh/Lowe para Close-Up foi uma das selecionadas para o Shortlist. Obviamente, muito bacana uma ação mobile figurar entre as melhores do ano.

    Mobile Marketing: Mobile-Coupon SMS para Lojas Colombo

    Foi ao ar na semana passada ação de mobile marketing criada pela Escala para as Lojas Colombo, um dos maiores varejistas da região Sul do País.

    O conceito da campanha era estimular a interação a partir de mídia offline, mais especificamente, através de um anúncio de página inteira veiculado no jornal Zero Hora (líder em POA). Para tanto, foi criado o selo "SMS Vantagens Colombo", que convidava os leitores a enviarem um SMS gratuito para obter um desconto surpresa.

    COLOMBO_ACAO MOBILE_261x350

    O benefício foi um desconto real de R$ 300 na compra de um computador. Este desconto era válido para compras via Televendas e e-commerce. 

    Para facilitar a participação, a mensagem SMS de retorno continha um call-link (link direto para o 0800 do Televendas) e um cupon de desconto para ser utilizado no hotsite promocional web, que por sua vez também foi divulgado no SMS.

    13-05-2009

    MMA 2009 Board of Directors

    Mma_banner

    Foi divulgada hoje a lista de eleitos para o Board de Diretores da MMA LATAM:

    • Carlos Domingues, Solutions Marketing Director, OKTO
    • Enrique Yuste, President, Wunderman Latin America
    • Felipe Munoz, Sr. Director, Yahoo!
    • Fernanda Pereira de Magalhaes, Mobext Brazil Manager, Mobext
    • Juan Adlercreutz, Interactive Marketing Manager Latin America, The Coca-Cola Company
    • Leonardo Xavier, Managing Director, Pontomobi/RBS
    • Matthew Garlick, Director, Latin America, 2ergo
    • Omarson Costa, Head of Mobile Services Business Development, Microsoft
    • Roberto Vazquez Ferrero, Director Telecom Practice Latin America, The Nielsen Company
    • Samantha Jones, Business Coordinator, UOL

    Obviamente, estou muito contente de fazer parte deste riquíssimo grupo. A missão agora é aproximar mais a MMA do mercado publicitário e contribuir para o crescimento consistente do mobile marketing no país.

    12-05-2009

    Celular Bolivariano

    Chavez_celular_efe O primeiro "celular bolivariano" chegou ao mercado venezuelano. 

    O anúncio foi feito pelo presidente Hugo Chávez, no domingo à noite, durante seu programa de TV semanal Alô, Presidente. "Esse é o celular mais barato do mundo", afirmou Chávez, em seu tradicional tom populista, ao revelar o preço do aparelho: 30 bolívares (ou US$ 14). 

    No ar, Chávez fez sua primeira ligação com o novo celular para sua mãe, Elena, para cumprimentá-la pelo Dia das Mães: "Parabéns, Elena! Já chegou o Vergatário que lhe enviei? Essa é a primeira ligação que eu faço com o meu."

     

    Com tecnologia e componentes chineses, o celular será o primeiro montado na Venezuela. O nome, "Vergatário", significa, no país, algo como "grandioso", "monumental". Ele tem câmera fotográfica, conexão de internet, reprodutor de MP3, alarme, cronômetro e outros dispositivos multimídia.

     

    "Primeiro abasteceremos o mercado nacional para limitar as importações e logo começaremos a exportar", disse o presidente. "Esse telefone será campeão de vendas não só na Venezuela, mas em todo o mundo. Quem não tiver um Vergatário será um zero à esquerda."

     

    Segundo o presidente venezuelano, uma versão especial do aparelho, que não permite que ele seja rastreado, foi desenvolvida para funcionários de alto escalão do governo. Ele disse ia aproveitar que os satélites americanos não poderiam gravar sua conversa para telefonar para o líder cubano Fidel Castro. A nova fábrica de celulares foi construída na cidade de Punto Fijo, 528 quilômetros a oeste de Caracas. De acordo com o presidente, 85% do capital pertence à Venezuela e os outros 15% à empresa chinesa ZTE.

     

    Em outubro, outra fábrica de celulares deve entrar em funcionamento na Venezuela. Dessa vez, porém, a parceria será com outra companhia chinesa: a Huawei. Segundo Jacqueline Farías, presidente da estatal Movilnet, cerca de 5 mil "telefones bolivarianos" foram colocados à venda no sábado. O modelo sumiu das prateleiras das lojas antes do fim do dia. Os governos de China e Venezuela criaram um fundo de US$ 12 bilhões para projetos conjuntos.


    Via Estadão.

    11-05-2009

    Mobile Marketing: Campanha TIM para Dia das Mães

    Desenvolvemos em parceria com a McCann a campanha interativa de Dia das Mães para a TIM. 

    A ação contou com um novo formato de mídia online da Microsoft: o banner auto-expansível no Hotmail. A inovação foi utilizada para captar base de participantes da campanha. A idéia da ação mobile estava alinhada com todo conceito de campanha da TIM: quebrar a fronteira da distância e fazer filhos e mães falarem de graça.

    Tim_maes

    Na peça, era solicitado ao internauta digitar o próprio telefone e o telefone de sua mãe. No domingo, eram disparadas ligações simultâneas para os dois telefones. Ao atender, havia um áudio de bosa vindas da TIM e então, mãe e filho(a) podiam conversar gratuitamente por 1 minuto. 

    Foram mihares de participantes, num grande resultado para a campanha que combinou tecnologia e emoção.

    III Mobile Marketing Breakfast, Rio de Janeiro

    Realizamos na última sexta-feira o 3o Mobile Marketing Breakfast no Espaço Oi. Foi o primeiro evento fora de SP e contou com cerca de 80 profissionais cariocas.

    Além da pontomobi, houve apresentações também de Alberto Magno do M1nd e uma mesa redonda riquíssima com a presença de Sergio Messiano da Oi, Flávio Ferreira e Rafaela Furtado da TIM.

    Está em destaque na Home do Prop&Mark vídeo feito no evento: 

    Propmark  

    08-05-2009

    Yahoo Insider: Bate-papo sobre mercado

    Na edição desse mês do Yahoo Insider há um bom bate-papo entre mim, Castelo da Fbiz e Mel Beltrão do Yahoo sobre mercado mobile. Acompanhe abaixo: 

    Castelo-leo-melissa

    Melissa: A publicidade no celular começou há mais ou menos dois anos. Temos ouvido muitas 
coisas a respeito. Depois de tudo que já foi dito e feito, a mídia móvel pegou?

    Marcelo: Pegou por um simples motivo: existe uma cultura sendo criada e o cliente está demandando 
esse tipo de mídia. Quando ele vê pela primeira vez, vira quase uma obrigação ter. As contas viraram 
digitais, com campanhas na Web e no celular, além das campanhas offline. Eu diria que em todas as 
últimas propostas para anunciantes conseguimos emplacar Web/celular. A estratégia é não encarar o
meio móvel como job, mas integrado com Web. O celular tem algumas vantagens que a Web não tem, 
como a cobertura e a mobilidade. E é a partir daí que justificamos para o cliente que ele precisa estar nas duas plataformas. Não é uma mera sobreposição. São coisas que se complementam.

    Léo: Já pegou. Obviamente ainda é um mercado insipiente e em formação, sem definição correta dos players e da cadeia de valor. Então existe uma confusão inicial, como acontece com qualquer mercado e com qualquer meio.


    Melissa: Vocês acham que podemos falar de mídia móvel como uma comunicação complementar a outro tipo de mídia? A Internet, por exemplo, pode ser a mídia complementar do celular?

    Léo: Depende do objetivo da campanha, na verdade. Como trabalho muito com agências offline, nem sempre faço uso de mídia móvel como mídia em termos de audiência, mas como meio, que é a geração de conexão entre marca e consumidor a partir de uma ativação em mídia off. Por esse motivo nem sempre é fácil dizer quem é o coadjuvante e quem é o ator principal, porque em muitas campanhas a ação não aconteceria sem as duas mídias. Em muitas campanhas o celular pega uma mega carona na mídia off. A mídia off já existe na revista ou na TV e o celular entra como um elemento de geração de interatividade, porque não está no DNA da mídia off ser interativa. No celular conseguimos resolver bem esse problema. Somente na mídia móvel é possível fazer com que a campanha que é só de mídia tradicional crie uma nova seção de interatividade com o público, porque a pessoa interage com a marca. Outro ponto que eu defendo é a simultaneidade. O celular é o único meio que é absolutamente complementar a qualquer outro meio. É possível ter uma campanha de TV interativa com o celular, uma campanha de rádio interativa com celular e de Internet também. Difícil é a pessoa abrir uma dupla de Veja ao mesmo tempo que assiste ao Fantástico. Não vai funcionar.


    Melissa: Com a experiência de vocês, o que as agências devem fazer e que caminho devem seguir para fazer publicidade em celular?

    Léo: Elas devem pensar integrado, como parte fundamental integrada e estruturada do planejamento de marketing, seja em um ambiente digital ou em um ambiente offline. Eu acho que o celular ainda será um dos poucos meios nos quais pensar vai ser mais fácil do que fazer. Haverá muitas pessoas pensando no que fazer, mas poucas empresas de verdade estarão fazendo. Estamos numa fase de experimentação, partindo para a fase de conquista de credibilidade, para depois ter um crescimento mais constante e consistente.

     

    Melissa: Hoje em dia já temos métricas, possibilidades de segmentação de campanhas, cases locais com resultados. O que mais pode motivar a agência/cliente a investir na mídia móvel? 

    Marcelo: Todos têm que estar na mídia móvel. Quando falamos em celular, que tem uma cobertura e uma penetração muito maior do que a Internet, então fica muito fácil justificar para o anunciante. Todas as classes sociais têm celulares. A penetração nas classes A e B é de 100%, na C é de 70% ou 80% e nas D e E é de 50%. O trabalho da agência é entender o problema do cliente e ver como usar esse meio. Eu acho que existe preconceito e desconhecimento. Hoje é mais fácil vender anúncio na Internet porque as pessoas estão acostumadas a usar a Internet e nunca entraram num site WAP. A partir do momento que a pessoa tem um iPhone ela começa a navegar na Internet móvel.

     

    Melissa: Agora pegando o gancho do iPhone. Vocês acham que faz sentido pensar em uma campanha segmentada para celulares smartphones e iPhones? Existe essa preocupação?

    Marcelo: Sobre a questão da segmentação, quando vemos, por exemplo, os bancos lançando aplicativos só pra iPhone ele está segmentando 100%. Ele dirigiu a campanha para um aparelho que é elitizado nesse momento, com tendência a massificar, mas que hoje é elitizado. A campanha foi feita para divulgar aquele aplicativo para as pessoas que tem o iPhone.

    Léo: Uma coisa é a publicidade por inovação. Outra coisa é a funcionalidade do serviço. Não faria sentido ele fazer uma campanha de dupla de Veja para falar de aplicativo para iPhone. Quando ele faz uma mídia no iPhone para a pessoa que usa esse aparelho ele está pensando segmentado e isso, sim, faz sentido.

    Marcelo: Para conquistar um usuário, seja via um game para ele se divertir, o jingle da campanha ou wallpapers de sua marca, não há mídia melhor do que o próprio celular. E vários cases mostram isso.


    Melissa: O que as agências, produtoras, veículos e operadoras precisam melhorar para diminuir o medo que o consumidor tem do botão WAP?

    Marcelo: Eu acredito muito em conteúdo patrocinado, em subsídio. O anunciante subsidiando parte do tráfego. Em Barcelona vi uma solução que achei muito interessante. O usuário baixa um aplicativo no celular, aparece um banner no desktop do aparelho dele e a operadora subsidia o tráfego. É bom para o usuário, que paga mais barato o tráfego, é bom para a operadora, que aumenta a penetração e mais pessoas vão usar, e é bom para o anunciante, que tem sua marca em um lugar de destaque no aparelho da pessoa, que é o desktop.

    Leo: Mas só o subsídio não vai resolver esse problema, por ser uma ação pontual que acaba ali. A grande mudança vai acontecer em dois movimentos. O primeiro feito pelas operadoras, que cada vez mais vão ter taxas fixas. O segundo grande movimento, que vai acontecer muito mais rápido do que a gente imagina, é a Internet sem fio, o wi-fi, no celular. O consumidor pode não ser um ás no computador, mas sabe mandar um SMS, tirar uma foto e sabe que Bluetooth é de graça e envia fotos e músicas sem gastar um centavo por isso.

     

    Melissa: Vocês acham que o fabricante vai acompanhar esse movimento com a velocidade necessária? 

    Léo: Sim. O fabricante é o primeiro a entender as necessidades do usuário. O número de celulares que já saem com wi-fi nos últimos anos deve ter crescido muito.

     

    Melissa: Vocês acham que o celular poderá vir a ser o ponto principal de acesso do usuário ao conteúdo da Internet?

    Léo: O acesso primário digital da maioria das pessoas no país no espaço de três a cinco anos vai ser no mobile. Eu não tenho a menor dúvida. É um movimento comportamental. Com a revolução das application stores (lojas de aplicativos para celulares), a produção de aplicativos vai ser descentralizada e o acesso vai ser muito mais simples e com porte para diversos aparelhos. A relação que as pessoas terão com o celular será de felicidade e de dependência muito intensas. Então vamos assistir a uma revolução na forma como se usa o celular a partir das aplicações. Aí será complicado o publicitário não entender disso pra poder falar com um mínimo de propriedade para o cliente dele.

     

    Melissa: A porcentagem de aparelhos com tecnologia 3G no Brasil é de 1,7%. São três milhões de aparelhos. As pessoas estão comprando o 3G para ver multimídia e baixar vídeo ou porque a publicidade e os planos da operadora estão incentivando o 3G?

    Léo: São as duas coisas. A publicidade é a grande criadora da necessidade e a qualidade de serviço que você tem no 3G é outra.

    Marcelo: Temos o 3G no celular e o 3G na plaquinha. A plaquinha eu posso ter para trabalhar, para usar no aeroporto ou em viagens. Quando o usuário tem um celular 3G ele quer navegar bastante e ele já tem Internet banda larga na casa dele. Hoje, 88,6% da Internet residencial já é banda larga. Começamos discados, estamos no 2G e migrando pra 3G. Tenho certeza que em três anos vamos ter muito mais 3G do que 2G. É um movimento sem volta.

     

    Melissa: Um dos grandes problemas é que estamos muito confusos nessa cadeia.

    Léo: Ainda não temos uma cadeia de valor definida o que é natural pra qualquer mercado insipiente e em formação. E sendo assim, o mais difícil para a empresa é dizer não. Existe a demanda cada vez maior e devemos ter a responsabilidade de dizer o que funciona e o que não funciona, de dizer não pra alguns projetos.

    Marcelo: O pensar é diferente de entregar. Então na empresa concentramos quem planeja mídia móvel e quem entrega mídia móvel. Com as áreas trabalhando juntas, a pessoa que vendeu o projeto também tem que entregá-lo. Mas o que me dá mais medo nessa cadeia de valor é que tem muito player que não sabe fazer direito. Tem empresa que para pegar o projeto vende a qualquer custo e de qualquer jeito. Aí é uma questão de expectativa porque o cliente não sabe o retorno, ele não tem referência. Esse tipo de trabalho coloca o mercado em risco.

     

    Melissa: Quando o mobile é usado como meio de conexão do consumidor com a marca a partir de uma campanha de TV ou de um anúncio em revista, o custo de estímulo dessa campanha não fica muito alto?

    Léo: O processo é inverso. Você vai aproveitar o caminhão de mídia que já está fazendo para a campanha e pegar carona para uma ação de celular que é única que permite uma interação de conexão.  Na mídia móvel você paga pelo que você quer. Se o seu objetivo são 10 mil nomes, quando atingir esse número, é só tirar a campanha do ar e enviar 10 mil SMSs contando a campanha. E aí não tem barreira.

     

    Melissa: Já são 150 milhões de celulares ativos no Brasil. Com o acesso cada vez maior das pessoas aos celulares, aumenta a expectativa dos anunciantes sobre a mídia móvel. O que as empresas de mídia para esse segmento devem dizer aos anunciantes?

    Léo: É uma questão só de alinhar o discurso. Qual o número de leitores de uma revista segmentada, por exemplo? Se forem 16 mil exemplares e cada exemplar for lido, em média, por quatro pessoas, são 64 mil leitores. Qualquer segmentação que você fizer no universo mobile te dá muito mais do que 100 mil pessoas. E com garantia de entrega. Vendemos a leitura, o click, o acesso, o cadastro, a votação e o download. Tudo em mobile, com exceção do Bluetooth, por enquanto, entra na base do paga por performance.

    Marcelo: Outra questão é hoje o mobile estar muito caracterizado como inovação. E esse é um problema porque aí não vira recorrência. É experimentação. A hora que sair do job e virar fee, aí muda a história. Quando o projeto de mobile é bem vendido, quando alinha a expectativa antes e entrega resultados, vira recorrente. Quando a proposta é apresentada com propriedade, com números e com boas justificativas, é fácil vender.

     

    Melissa: Temos a questão de privacidade. O celular é um aparelho muito privativo para as pessoas. Como fazer comunicação para esse segmento sem ser intrusivo?

    Marcelo: Acho que o nosso desafio é ser relevante. As operadoras têm muita informação. Elas sabem se o plano é pós-pago ou pré-pago, se a pessoa já fez download de algum ringtone e qual o tipo de aparelho que possui. O nosso papel é segmentar antes. É olhar para atingir o público certeiro. Entregando um conteúdo relevante, você deixou de ser intrusivo e passou a oferecer um serviço, um benefício.

     

    Melissa: O que o anunciante tem que pensar na hora de planejar a mídia no celular?

    Marcelo: Ele tem que pensar que já temos 20 milhões de pessoas acessando a Internet móvel. O celular permite que toda a mídia que é offline passe a ser interativa. O celular tem as vantagens da Internet porque é interativo. Além disso, você consegue segmentar e personalizar. É um ambiente de massa porque tem muita penetração, além da mobilidade. E você ainda consegue colocar características de localização dentro dessa mobilidade.

    Léo: Tem portal que vende um banner num celular, e quando a pessoa clica vai parar em um site Web que não abre. Esse tipo de coisa faz muito mais mal para o mercado do que a operadora. Aí o cliente vai dizer que mídia móvel não funciona. Eu defendo muito o celular como um meio de conexão com offline. Interação com o consumidor a partir da mídia offline.

     

    Melissa: Vamos falar de valores. A mídia para celular é muito mais cara?

    Léo: Depende. Vamos fazer a comparação com todas as outras mídias. Hoje o CPM (custo por mil impressões) médio do mobile Internet é o dobro do CPM na Internet tradicional. Os cases têm demonstrado que a taxa média de clicks está entre 5 e 10 vezes mais do que o que você tem na Internet tradicional. O CPM é mais caro, mas no final das contas, o custo por interação, por efetivação e por engajamento é infinitamente mais baixo. O caro é o mal pensado e o mal planejado. Aí qualquer meio fica caro. O caro e o barato dependem da qualidade da publicidade. Cada meio com seu propósito.

    Bluetooth Marketing: 50 anos de Barbie

    Complementando post sobre campanha mobile comemorativa dos 50 anos da boneca, há também totens bluetooth na exposição que rola no Shopping Cidade Jardim em São Paulo.

    Barbie_bluetooth

    Bluetooth Marketing: Absolut na Pinacoteca

    Desenvolvemos para a Super Produções ação bluetooth para o lançamento da campanha "In an Absolut World we drive you home safe" (Em um mundo Absolut nós levamos você seguro para casa), da vodka Absolut.

    Em coquetel realizado na Pinacoteca do Estado, para 350 convidados, quatro totens de bluetooth enviavam conteúdos exclusivos da Absolut, como  wallpapers e três áudios  com narração de histórias e curiosidades da marca.

    Absolut_bluetooth

    02-05-2009

    French Kiss?

    Pausa para mondo bizarro, via Epoca Negocios. BeijophoneUm designer francês quer revolucionar a troca de afagos via celular. Georges Koussouros, do site PROinvention, espaço onde ele exibe criações conceituais, ecológicas, ergonômicas, técnicas e de baixo custo, apresentou recentemente um telefone que envia beijos para outro aparelho. A invenção, batizada de KissPhone, registra informações como movimentos, pressão e temperatura da boca e transmite tudo para outro celular, que reproduz o beijo. Para que a experiência seja mais real, o telefone vem equipado com lábios. O usuário que recebe o beijo pode repetir, armazenar e até enviar para outras pessoas. De acordo com o TG Daily, as beijocas podem ser recebidas via secretária eletrônica e até baixadas na internet, por meio de downloads. O modelo beijoqueiro também tem um “banco de beijos” de artistas famosos, como Madonna. Em sua página na internet, Koussouros prevê que as operadoras poderiam usar o diferencial do aparelho para conquistar muitos clientes, oferecendo serviços e acessórios para o celular, que ainda não está disponível para comercialização.

    29-04-2009

    Eleições Board MMA LatAm: Mobile Site do Leo Xavier

    Mobile_site_leo Nessa semana, foi dada a largada para as eleições do Board da MMA, Mobile Marketing Association. 

    Para "entrar no clima", criamos um mobile site da minha "candidatura". Nele, há conteúdos como:

    :: Porque eu quero fazer parte do board
    :: Resumo de campanhas da pontomobi 
    :: Detalhes da pontomobi 
    :: A possibilidade de enviar um SMS para mim 
    :: Um wallpaper, bem no estilo de "santinho" de político 
    :: Testemunhais de algumas pessoas bacanas do mercado publicitário, que deram depoimentos de porque votar em mim. 

    Fica aqui o agradecimento ao Michel da Ogilvy, Les da DM9, Emma da McCann, Pedro Porto da SantaClaraNitro e  Alon da Sinc.  
      
    Para acessar o mobile site, basta digitar direto no seu celular qualquer uma das URLs: www.pontomobi.com.br/leoxavier ou www.ad.ag/gpmgwd, 

    Mobile Tiny URL: Como ninguém tinha pensado isso antes?

    Simplesmente GENIAL! O Mobile TinyURL é daquelas sacadas que de tão simples, fascinam qualquer um. 

    Sempre digo que das grandes complicações para mobile web é digitar a URL do site usando o teclado padrão de celular. Para resolver isso, essa turma cria uma URL otimizadíssima, abusando das letras A, D, G, J, ou seja, as primeiras letras no teclado do celular. Com isso, há uma economia absurda de caracteres.

    Não entendeu? Então vamos lá. Peguemos a URL do mobile site da minha candidatura ao board da MMA: www.pontomobi.com.br/leoxavier. São 31 caracteres e 78 toques no teclado. Como o Mobile Tiny URL, chegamos ao seguinte endereço: www.ad.ag/gpmgwd, totalizando 17 toques. Economia, portanto, de 61 toques!

    Para facilitar ainda mais, basta clicar um botão para gerar um QR-Code com a URL. Aí está: 

    Qr_img

    28-04-2009

    Mobile Marketing: RFID para Bradesco Seguros e Previdência

    Realizamos uma ação completamente inovadora para evento que reuniu 1000 convidados do Bradesco Seguros e Previdência. 

    O uso intenso da tecnologia RFID para ações de marketing e relacionamento obteve excelentes resultados. Detalhes da ação no vídeo abaixo:

    Mobile Marketing: 2D Barcodes no Prop&Mark

    Na edição dessa semana, há especial sobre meios digitais no Propaganda&Marketing. 

    Para incrementar o caderno especial, desenvolvemos uma ação utilizando 2D Barcodes. Ao final de cada uma das principais matérias há um código impresso que leva para uma área na qual e permitido ler e deixar comentários sobre o que acabou de ler.

    Uma forma simples e simpática de usar a tecnologia. Nosso parceiro na ação foi a Upcode.
    Esp. Prop & Mark

    27-04-2009

    Mobile Marketing: Banner Interativo para ClicEsportes

    ClicEsportes_mobile

    O lançamento do novo site clicEsportes contou com uma ação de mobile marketing voltada para os profissionais de mídia gaúchos. 

    Um banner no site do Grupo de Mídia do RS convidava o usuário a interagir, através do celular, com o comunicador esportivo Pedro Ernesto Denardin, um dos protagonistas das campanha.  

    Com a chamada "O Pedro Ernesto tem uma novidade para você", o usuário era convidado a inserir o número de seu celular em um box para, logo depois, receber uma ligação do Pedro Ernesto apresentando o clicEsportes. 

    Bluetooth Marketing: Destaque no Estadão

    Cidades Excelente reportagem publicada no Estadao de hoje sobre bluetooth marketing. 

    Para quem não leu, segue matéria na íntegra:

    Bluetooth cai na moda e vira arma publicitária

    De acordo com Anatel, 56,3% dos celulares contam com o dispositivo; livrarias e restaurantes de SP usam o sistema para atingir clientes

    Mônica Cardoso


    Enquanto folheia algumas páginas distraidamente na livraria, o celular toca. Trata-se de uma mensagem recebida via bluetooth - dispositivo que permite a intercomunicação de equipamentos próximos. Se quiser, o cliente faz o download de um papel de parede, do wall paper e de um videoclipe de lançamento de um DVD infantil. Essa estratégia, chamada de publicidade móvel, está se tornando cada vez mais popular em São Paulo. E a tecnologia, desenvolvida para diversos equipamentos, ganha força nos celulares - no ano passado, já estava em 56,3% dos aparelhos homologados pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).


    Nem todos os paulistanos sabem disso e muitos preferem manter seu bluetooth desativado, para economizar bateria e evitar rastreamento por outros aparelhos. Mesmo assim, de olho nos milhares de usuários que o utilizam, cresce o número de estabelecimentos comerciais que já adotam a publicidade móvel. A Livraria Cultura é um deles. Em janeiro, por exemplo, desenvolveu-se uma estratégia para enviar wall paper do novo DVD do desenho animado Madagáscar 2 a clientes de suas oito unidades em todo o Brasil. Na entrada das lojas e nos caixas, há material de divulgação, alertando o cliente para ativar a ferramenta. 

    Dos 226 mil donos de aparelhos que receberam a oferta, 140 mil aceitaram receber o wall paper. "É a terceira campanha promovida pela livraria em parceria com a Disney. Além de não ser uma publicidade invasiva, ela tem uma extensão muito maior. O cliente armazena o wall paper no celular e pode transmiti-lo a outras pessoas", afirma Sérgio Herz, gerente de Mídias Digitais da livraria. 

    Não é o único exemplo. Quem vai a um dos restaurantes do chef Sérgio Arno recebe receitas exclusivas. O cantor Toni Platão lançou seu CD em um show há alguns dias no Canecão, no Rio de Janeiro. Quem foi ao show recebeu gratuitamente a música Negro Amor. Do mesmo modo, desde dezembro quem anda de bondinho no Pão de Açúcar, também no Rio, recebe informações sobre trajeto, altura, dados históricos e fotos do percurso em seu celular. 

    O estudante universitário de Letras Guilherme Costa, de 22 anos, costuma ativar seu bluetooth ao ver esse tipo de promoção. Em uma feira de instrumentos musicais, ele fez o download gratuito de diversas músicas. "O bom é que o bluetooth pede autorização, antes de enviar as mensagens. Se você não quiser, não aceita", diz. "Ou seja, ele bate antes na porta da sua casa, não vai entrando de cara." 

    ESPECIALISTAS

    Advogados consultados pelo Estado não veem grandes problemas. Até por ser uma ferramenta recente, dizem que ainda não há nenhum caso na literatura jurídica sobre o uso incorreto ou abusivo do bluetooth. "Não encaro a publicidade via bluetooth como ofensiva ou invasão de privacidade, pois o usuário precisa autorizar o recebimento da mensagem. Além disso, o remetente não tem acesso a nenhum dado confidencial", avalia Augusto Marcacini, presidente da Comissão de Informática Jurídica da seção paulista da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-SP). 

    Especialistas alertam, no entanto, para o risco de a ferramenta se tornar porta de entrada para envio de vírus e mensagens ilícitas. "O bluetooth ativado pode ser uma porta aberta para o recebimento de conteúdo impróprio", adverte Rony Vainzof, sócio do escritório de advocacia Opice Blum. 


    COMO FUNCIONA

    Bluetooth
    : Permite comunicação entre celulares, 
    palmtops e impressoras que estejam num raio de 10 metros de distância. Por meio do dispositivo, que tem baixo custo de instalação, é possível estabelecer uma comunicação sem fio (wireless) sem que o equipamento esteja conectado à tomada